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Ibovespa desaba quase 4% com tensão geopolítica e petróleo em alta; dólar salta a R$ 5,28

Escalada no exterior derruba bolsas globais, fortalece o dólar e eleva juros; no Brasil, curva futura inclina e ações ligadas ao consumo lideram perdas

No exterior, a sessão desta terça-feira (3) é marcada por forte cautela, com investidores reagindo à escalada das tensões geopolíticas e à disparada do petróleo, que voltou a subir de forma acentuada em meio a preocupações com a oferta global.

As bolsas americanas e europeias recuam de maneira generalizada, enquanto o dólar se fortalece frente às principais moedas e os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam, refletindo a busca ampliada por proteção. O aumento do VIX, “índice do medo” reforça o clima defensivo, incentivando o mercado a reavaliar o ritmo esperado das políticas monetárias das principais economias.

No Brasil, o ambiente externo adverso rapidamente contaminou o mercado local, desencadeando ajustes significativos nos ativos domésticos. Por volta das 14h, o Ibovespa recuava 3,68% aos 182.336 pontos, enquanto o dólar operava em alta de 2,30% contra o real, cotado a R$ 5,28, acompanhando a fuga global para ativos considerados mais seguros.

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A curva de juros futuros abriu em firme inclinação, refletindo a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom)
pode adotar um ritmo mais conservador nos próximos cortes da Selic. Indicadores como Produto Interno Bruto (PIB) e Caged tiveram impacto limitado no pregão, dada a predominância do estresse internacional sobre o sentimento do investidor.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, a sessão é, por enquanto, marcada por forte correção, refletindo o aumento da aversão ao risco e o ajuste global a condições financeiras mais apertadas.

Mesmo com o avanço expressivo do petróleo, as petroleiras exibem ganhos apenas modestos, enquanto bancos e grandes exportadoras recuam de forma acentuada, acompanhando o fluxo de saída de investidores estrangeiros. Os setores mais ligados ao consumo e à economia doméstica lideram as perdas, pressionados pela alta dos juros futuros e pelo receio de desaceleração da atividade.

 

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