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Ibovespa perde fôlego após máxima histórica; GPA (PCAR3) cai com alerta do auditor e C&A (CEAB3) avança

Índice devolve parte dos ganhos do recorde recente; petróleo pesa sobre Petrobras e balanços movimentam ações

O sentimento dos investidores no exterior segue construtivo nesta quarta-feira (25), com os principais índices internacionais operando em alta diante da trégua momentânea nas incertezas em torno do setor de tecnologia e da expectativa pelos resultados de grandes empresas de semicondutores.

Os juros dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam com a reprecificação das apostas para o início do ciclo de cortes nos Estados Unidos, enquanto o dólar segue instável frente a outras moedas. O petróleo recua em torno de 1%, em meio a tensões geopolíticas e sinais divergentes sobre oferta global, ao passo que o ouro volta a acelerar na alta.

No Brasil, o Ibovespa hoje devolve parte das altas recentes após tocar nova máxima histórica pela manhã, influenciado pela fraqueza do petróleo e por ajustes entre ações que vinham acumulando ganhos expressivos.

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Por volta das 14h30, o índice recuava 0,15%, aos 191.198 pontos, enquanto o dólar operava em leve queda de 0,31%, cotado a R$ 5,14, ainda refletindo o fluxo externo favorável observado ao longo do mês. Na curva de juros, os contratos exibem oscilações moderadas, com leve alívio nas taxas longas em meio ao ambiente interno mais estável e ao câmbio ainda comportado.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão exibe movimentos bastante distintos em função da temporada de balanços. GPA (PCAR3) lidera as perdas após divulgar novo trimestre de consumo de caixa e ver sua situação financeira pressionada por alertas do auditor, enquanto C&A (CEAB3) avança apoiada por margens mais resilientes e percepção de múltiplos atrativos.

A Vale (VALE3) sustenta alta moderada acompanhando o avanço do minério de ferro no exterior, ao passo que Petrobras (PETR3; PETR4) recua após a virada do petróleo para o negativo. Já WEG (WEGE3) e Isa Energia (ISAE4) recuam após números considerados mais fracos, enquanto Iguatemi (IGTI11) avança com desempenho mais sólido no varejo, e Minerva (BEEF3) ajusta parte da volatilidade após o movimento da véspera.

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