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Ibovespa perde força com petróleo em alta e temor sobre juros de volta ao radar global

Mercados entram em compasso mais defensivo após ruídos no Oriente Médio elevarem o petróleo, pressionando Treasuries, dólar e ações ligadas ao ciclo econômico

Após forte alta na véspera, os mercados globais atravessam a sessão desta quinta-feira (21) em modo mais defensivo, com investidores reagindo a um noticiário desencontrado sobre tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que voltou a empurrar o petróleo para cima e reacendeu preocupações com inflação e juros altos por mais tempo. Em resposta, os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, avançam e o dólar se fortalece diante de pares, enquanto bolsas em Nova York recuam e na Europa operam sem sinal único.

Em paralelo, indicadores de atividade no exterior, especialmente na Europa, reforçaram um pano de fundo de crescimento mais frágil, o que aumenta a sensibilidade dos ativos a qualquer surpresa no preço de energia e no discurso dos bancos centrais.

No Brasil, com agenda local mais esvaziada, o Ibovespa acompanha o humor externo e opera em queda desde a abertura, com perdas disseminadas e o índice tentando sustentar a região dos 176 mil pontos. A alta do petróleo dá algum alívio às ações ligadas à commodity, mas não compensa o efeito do aumento da aversão ao risco e do recuo de papéis atrelados ao ciclo global, como os influenciados por minério de ferro.

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No câmbio, o dólar sobe contra o real em linha com a busca por proteção, acompanhado pelos juros futuros, refletindo o repasse do choque de energia para expectativas inflacionárias e prêmios de risco. Com esse pano de fundo, perto das 14h (de Brasília), o Ibovespa apresentava queda de 0,24% aos 176.869 pontos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão mostra rotação para posições mais defensivas, em um dia em que petróleo e curva de juros mais pressionados aumentam o custo de oportunidade e penalizam empresas mais sensíveis a esses temas. Petrobras (PETR3; PETR4) se destaca na ponta positiva impulsionada pelo efeito da commodity, enquanto na direção oposta, Copasa (CSMG3) cai após avanço de etapas ligadas a uma potencial oferta pública subsequente de distribuição secundária de ações ordinárias – um passo em seu processo de privatização.

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