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Ibovespa renova máxima com fluxo externo mesmo após IPCA pressionar juros

Inflação acima do esperado reduz apostas de corte maior da Selic, mas entrada de estrangeiros sustenta Bolsa e derruba dólar

Ibovespa bate recorde com apoio de fluxo estrangeiro, mesmo após IPCA acima do consenso pressionar juros. Dólar cai e mercado ajusta apostas para a Selic. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa bate recorde com apoio de fluxo estrangeiro, mesmo após IPCA acima do consenso pressionar juros. Dólar cai e mercado ajusta apostas para a Selic. (Imagem: Adobe Stock)

A sessão lá fora é de apetite por risco moderado: em Nova York, os índices operam sem direção única, digerindo a inflação ao consumidor dos EUA em linha com o esperado, mas com a energia pressionando e empurrando os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, para cima.

Mesmo com esse tom mais cauteloso no mercado de juros, o dólar perde tração no mundo, enquanto os investidores seguem acompanhando sinais de acomodação nas tensões geopolíticas. Nesse pano de fundo, o ouro volta a ganhar suporte e as bolsas europeias também não firmam tendência, refletindo um mercado em “compasso de espera”.

No Brasil, o destaque do dia é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março acima do consenso, o que reprecifica a curva de juros: as taxas com vencimentos curtos e intermediários sobem reduzindo a probabilidade de um corte de 0,50 pp da Selic na próxima reunião, ficando o cenário mais concentrado em redução de 0,25 pp.

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Ainda assim, o Ibovespa renova recordes, sustentado por entrada de capital estrangeiro e pela leitura de que o diferencial de juros do Brasil segue atraente — um combustível clássico para fluxo a emergentes e para o carry trade.

No câmbio, a combinação de dólar mais fraco lá fora e fluxo para Brasil mantém o real firme: a moeda americana recua pelo terceiro pregão e ronda mínimas em dois anos, mesmo com a curva doméstica mais inclinada. Com isso perto das 14h, o Ibovespa subia 0,69% aos 196.477 pontos, enquanto o dólar recua 0,68% cotado aos R$ 5,03.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia é marcado por uma rotação clara: sinais de fluxo estrangeiro favorecem nomes de maior peso e liquidez — com bancos e Vale (VALE3) liderando o suporte ao índice, mesmo com o minério oscilando. No petróleo, Petrobras (PETR3; PETR4) acompanha o Brent em alta, enquanto Prio (PRIO3) ganha tração adicional com a leitura de que decisão do TRF-2 sobre tributos de exportação pode reduzir incertezas para o setor.

No bloco de destaques individuais, Hapvida (HAPV3) dispara após anunciar reformulação relevante na diretoria. Do lado negativo, o IPCA acima da expectativa pressiona ativos sensíveis aos juros: varejo e construção recuam. Em paralelo, Oncoclínicas (ONCO3) cai após resultados fracos e alertas sobre continuidade, enquanto B3 (B3SA3) e Allos (ALOS3) sobem embaladas por catalisadores corporativos.

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