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Ouro acima de US$ 5 mil e bancos em queda esfriam o Ibovespa após recorde histórico

Tensões geopolíticas, balanço do Santander e ruído fiscal pesam sobre o índice, enquanto o real resiste com fluxo estrangeiro

Os mercados globais atravessam a sessão em clima de cautela, com investidores monitorando o impasse entre Estados Unidos e Irã após novos episódios militares, o que tem sustentado a busca por proteção e impulsionado o ouro para níveis acima de US$ 5 mil a onça. Ao mesmo tempo, os dados mais fracos de emprego nos EUA reforçam apostas de cortes futuros de juros pelo banco central dos EUA, o Federal Reserve, movimento que limita a valorização do dólar e mantém os Treasuries, títulos do tesouro americano, em leve baixa.

As bolsas norte-americanas operam sem direção única, refletindo dúvidas sobre resultados corporativos do setor de tecnologia, enquanto a Europa preserva leve viés positivo nas vésperas das decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

No Brasil, às 14h55 o Ibovespa hoje recuava 2,52% aos 180.988 pontos após bater recorde na véspera, em meio à combinação de preocupações fiscais — acentuadas pela aprovação de medidas que ampliam gastos — e apreensão com o aumento da inadimplência captada no balanço do Santander Brasil. A queda do minério de ferro e o clima negativo em Nova York reforçam a realização de lucros, enquanto os juros futuros sobem diante das incertezas sobre as indicações para diretorias do Banco Central. No câmbio, porém, o real mostra resiliência, beneficiado pelo fluxo estrangeiro contínuo e pela recuperação do petróleo, compensando o ruído local.

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Entre as ações que compõem o Ibovespa, o movimento é amplamente negativo, com os bancos exercendo forte pressão após o mercado reagir ao balanço do Santander (SANB11), que trouxe avanço no lucro, mas acompanhado de deterioração na inadimplência e em receitas. A realização de lucros atinge também ações do Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), ampliando o impacto sobre o índice. Vale (VALE3) perde fôlego após renovar máximas, enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) recuam na contramão do petróleo em alta moderada. No campo corporativo, Hypera (HYPE3) registra forte queda após anunciar aumento de capital, gerando dúvidas sobre alocação dos recursos.

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