A sessão desta quarta-feira (18) segue marcada por maior cautela nos mercados globais, em meio a tensões geopolíticas que mantêm o petróleo do tipo Brent próximo de US$ 110 e reforçam temores de pressão inflacionária.
As bolsas recuam em Nova York e na Europa, enquanto investidores digerem um dado de inflação (PPI) americano que surpreendeu para cima: o índice de preços ao produtor avançou 0,7% em fevereiro na comparação mensal e 3,4% em 12 meses, ambos acima das expectativas, indicando que a inflação ao longo da cadeia produtiva segue mais resistente e persistente. Esse resultado elevou a percepção de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, deve manter um tom prudente na decisão de hoje, reduzindo as apostas em cortes de juros no curto prazo.
Com isso, dólar e Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam, enquanto metais recuam e o mercado global volta a ajustar posições em um dia de grande sensibilidade ao cenário macro.
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No Brasil, a sessão é de movimentos contidos, com ativos locais reagindo ao noticiário externo e à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Por volta das 14h, o Ibovespa apresentava leve alta de 0,08%, aos 180.555 pontos, enquanto o dólar subia 0,20% em relação ao real, a R$ 5,21, após oscilações mais intensas na manhã.
A curva de juros apresenta comportamento misto: os vencimentos curtos sobem, refletindo maior prudência em relação ao ritmo de cortes da Selic, enquanto os vértices médios e longos recuam, acompanhando o alívio parcial no dólar e a atuação do Tesouro nos títulos prefixados. Esse ajuste reforça a leitura de que o ciclo doméstico tende a avançar de forma mais calibrada diante do petróleo elevado e do ambiente global ainda instável.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, a performance setorial reflete a força do petróleo na sessão: Petrobras (PETR3; PETR4), Prio (PRIO3) e Eneva (ENEV3) se destacam entre as maiores altas do índice, acompanhando o salto do Brent. Já Vale (VALE3) recua com a queda do minério de ferro no exterior, enquanto os bancos operam no campo negativo pressionados pela abertura dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) e pelo clima de cautela pré-Copom e Fed.
No noticiário corporativo, Hapvida (HAPV3) cai com a antecipação da divulgação de resultados, enquanto CSN (CSNA3) sofre com preocupações sobre alavancagem e renegociação de dívidas.
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