Ouça aqui o fechamento de mercado no Spotify
A maioria das principais bolsas globais encerrou a quarta-feira (29) em tom mais defensivo, após a decisão amplamente esperada do Federal Reserve de manter as Fed Funds. No discurso, o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, alertou para os impactos do choque nos preços de energia sobre a inflação nos Estados Unidos, o que intensificou a alta dos rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) e sustentou o dólar.
Na sessão, o contrato futuro do petróleo encerrou em alta de quase 7%, refletindo o aumento das tensões geopolíticas e reforçando o viés inflacionário no cenário global. Segundo a ferramenta de monitoramento da CME, o mercado segue apostando na manutenção dos juros nas próximas reuniões, com expectativa de retomada dos cortes apenas em dezembro de 2027. Esse ambiente internacional mais restritivo se refletiu também nos ativos domésticos.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No Brasil, o quadro externo desafiador se somou à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) às 18h30, mantendo os investidores em postura defensiva. A persistência de riscos inflacionários globais, influenciada pela alta do petróleo e pelo tom cauteloso do Fed, limitou o espaço para um ciclo mais intenso de flexibilização monetária, pressionando a curva de juros e sustentando o dólar frente ao real, que fechou em alta de 0,39%, aos R$ 5,00.
Na bolsa, o Ibovespa encerrou o dia em forte queda de 2,05%, aos 184.750 pontos, com giro financeiro de R$ 28,5 bilhões, refletindo uma rotação setorial com ações ligadas ao petróleo encontrando suporte com a valorização da commodity, enquanto papéis mais sensíveis ao ciclo econômico e aos juros permaneceram pressionados.
Publicidade