• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O planeta está bugado. E o bug somos nós, humanos

E o que seus investimentos têm a ver com isso? Tudo

Por Fernanda Camargo

03/02/2022 | 17:53 Atualização: 08/02/2022 | 23:04

Receba esta Coluna no seu e-mail
Cada letra da sigla ESG representa um critério que as empresas utilizam para reduzir os danos ambientais, sociais e de governança. (Foto: Shutterstock/TH2I Shutter Rich/Reprodução)
Cada letra da sigla ESG representa um critério que as empresas utilizam para reduzir os danos ambientais, sociais e de governança. (Foto: Shutterstock/TH2I Shutter Rich/Reprodução)

Dia desses, meu filho de 5 anos falou: “Mãe, o planeta está “bugado”!”  Para quem não sabe, “bugado” é um termo usado pelos jovens quando um game apresenta um problema desconhecido.

Leia mais:
  • O Pequeno Príncipe, a COP26, o nosso planeta e a natureza humana
  • Critério ESG na seleção de ativos também é obrigação de um gestor
  • Investimentos sustentáveis: boas notícias para as novas gerações
Cotações
25/01/2026 16h34 (delay 15min)
Câmbio
25/01/2026 16h34 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ele tem razão. O planeta está bugado. Mas tenho a impressão de que o bug somos nós, seres humanos, terráqueos. Além de sermos os causadores das mudanças climáticas, também somos responsáveis por um mundo desigual, ou porque escolhemos onde investimos e o que consumimos ou simplesmente porque nos omitimos.

O ano começou com um dos maiores desastres naturais da história da Bahia com 870 mil pessoas atingidas, segundo a Defesa Civil Estadual. Em janeiro uma barragem transbordou em Nova Lima (MG) e vimos o desabamento de rochas em Capitólio (MG). O Rio Grande do Sul apresentou a maior temperatura em 36 anos, 42 graus -com sensação térmica de 50 graus! Além disso, pela primeira vez em 40 anos, nevou no Deserto do Saara!

Publicidade

Na semana passada, um tornado de neve atingiu as Ilhas Gregas e Atenas ficou coberta de neve. Em dezembro do ano passado, um tornado (fora de época) deixou 88 mortos no Kentucky nos Estados Unidos e o Alasca registrou a temperatura de 20°C – mais alta da história. Os satélites estão mostrando que o derretimento das geleiras aumentou. Um vulcão entrou em erupção causando um tsunami nas Ilhas Fiji. Tudo isso num espaço de um mês. O planeta está “bugado”.

Já está claro que as mudanças climáticas são causadas pela ação do homem. Para os que quiserem se aprofundar, recomendo a leitura do relatório do IPCC sobre o Aquecimento Global de 1.5C. 

O mais cruel nisso é que os responsáveis pela emissão de mais da metade dos gases de efeito estufa, que são os 10% mais ricos, não devem sofrer tanto com os desastres naturais como os 50% mais pobres que são responsáveis por apenas 7% das emissões.

Neste sentido, existe uma grande discussão sobre como o mundo pode se tornar carbono zero até 2050. Segundo um estudo da McKinsey, The Net Zero Transition, o custo de uma transição global para uma economia carbono zero até 2050 é de US$ 9,2 trilhões anuais de investimentos em ativos físicos, US$ 3.5 trilhões a mais que hoje. Isso equivale a metade do lucro anual de empresas do mundo todo. A transição evitaria o aumento dos riscos climáticos e reduziria as chances e impactos de maiores catástrofes.

Publicidade

Além disso, traria oportunidades de crescimento, já que a descarbonização cria eficiências e abre novos mercados para produtos e serviços de baixa emissão. Mas pelo visto, poucos querem pagar esse custo.

Como já mencionei aqui nesta coluna, depois de muita conversa, os Estados Unidos, China, Índia e Austrália não assinaram a promessa de eliminar energia vinda da queima de carvão durante a COP26.

Paralelo a tudo isso, um relatório do Banco Mundial, The Inequality Pandemic, mostra que a pandemia aumentou a desigualdade e o gigantesco gap financeiro entre ricos e pobres no mundo. O ativo dos bilionários cresceu US$3.6 trilhões em 2020 ou 3.5% da riqueza global. Ao mesmo tempo, a pandemia empurrou mais de 100 milhões de pessoas para a pobreza extrema, aumentando o total global para 711 milhões de pessoas vivendo com menos de US$ 2 por dia. Não fosse a ajuda financeira de algumas nações desenvolvidas, esse número seria pior.

Crescimento do PIB (%):

Publicidade

Por outro lado, segundo o Global Wealth Report 2021 do Credit Suisse, a criação de riqueza no mundo em 2020 cresceu 7,4% - imune aos desafios causados pela pandemia, principalmente devido a ações de governos e bancos centrais. Os continentes mais pobres não cresceram ou perderam muito; os mais ricos ficaram ainda mais ricos.

Um número que chama atenção é que o crescimento da riqueza em 2020 da América do Norte foi de US$ 12.3 trilhões, mais do que o estoque de riqueza da América Latina toda que é de US$ 10 trilhões – em um único ano a América do Norte pariu uma América Latina!

Publicidade

A desregulamentação financeira, privatizações e impostos menos progressivos em países ricos e privatizações em países emergentes ajudaram no aumento de fortunas dos mais ricos nas últimas décadas.

A desigualdade no mundo está chegando perto do que foi no pico do Imperialismo Ocidental no início do século 20 e que terminou com a Primeira Guerra Mundial. Já esquecemos?

Com o objetivo de salvar a economia, os bancos centrais despejaram trilhões nos mercados e, apesar de ter ajudado desfavorecidos, muito disso acabou no bolso dos mais ricos, com o mercado de ações atingindo recordes.

O acesso à vacinação também está sendo desigual. Os países mais ricos compraram doses suficientes para vacinar toda sua população várias vezes, mas não ajudaram os países em desenvolvimento onde apenas 7% das pessoas receberam uma dose da vacina comparado com 75% nos países ricos.

Publicidade

No campo da educação, a pandemia deixou um rastro trágico e exacerbou desigualdades, impactando crianças, estudantes e jovens. Com escolas fechadas por tempo demais e baixo nível de aprendizado, um estudo do Banco Mundial mostra que o aumento da pobreza de aprendizado – o percentual de crianças com 10 anos de idade que não são capazes de ler um texto básico – pode atingir 70% em países de média e baixa renda.

A cada 100 crianças:
9 Em privação de escolaridade
Totalizando 70 em pobreza de aprendizado pós COVID
47   Privação de aprendizado
14 Crianças adicionais em pobreza de aprendizado após a pandemia de COVID 19
30 Não estão em pobreza de aprendizado

Fonte: Banco Mundial

Isso deixa um impacto de longo prazo em ganhos futuros, diminuição de pobreza e redução de desigualdades. Segundo estimativas deste estudo, essa geração de estudantes pode vir a perder US$ 17 trilhões em renda no seu tempo de vida.

E o que seus investimentos têm a ver com isso? Tudo. Você pode estar alimentando mais desigualdade, mais poluição, mais desmatamento sem saber.

Como já falamos antes, quando falamos em investimentos sustentáveis e uso dos critérios ESG - ou ASG (Ambiental, Social e Governança) em português - para cada setor o que é material varia. No setor extrativista (mineração), por exemplo, emissão de carbono, uso de água, tratamento de resíduos é material, enquanto que no setor de varejo, a condição de trabalho, verificar se existe trabalho escravo ou infantil na cadeia de produção é material.

Para quem tiver interesse, o SASB (Sustainability Accounting Standards Board) desenvolveu um mapa de materialidade por setor. Vale lembrar que diferente dos países desenvolvidos, onde o A (Ambiental) é mais relevante nas análises, aqui no Brasil, precisamos focar no S (social) cada vez mais. Sem esquecer que sem o G (Governança), nem o S, nem o A tem muita chance.

Publicidade

As empresas precisam praticar o que falam e agir com propósito genuíno e transparência. Muitos investidores andam descrentes, vendo grandes empresas gastando muito em marketing para contar do pouco que estão fazendo. Ainda faltam mecanismos para que haja mais transparência, substância e responsabilidade. A Resolução CVM 59 deve ajudar – já que exige mais transparência de empresas listadas em bolsa.

O planeta está bugado e certamente o bug somos nós. Esta situação é reflexo das nossas escolhas. Se não acordarmos para o fato que estamos todos juntos nesse planeta, ainda vamos sofrer muitas consequências. Só não tive coragem de contar isso para meu filho ainda.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Mundial
  • Conteúdo E-Investidor
  • Environmental Social and Governance (ESG)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Buffett e Bloomberg dão o mesmo conselho à Geração Z — e ele não é ganhar mais

  • 2

    Dividendos de commodities em 2026: Vale, Petrobras e outras empresas cíclicas prometem retorno de até 16%; vale o risco?

  • 3

    BRB entra na disputa por dinheiro do FGC e oferece CDBs de 120% do CDI; entenda os riscos

  • 4

    Ibovespa hoje bate recorde de fechamento pelo 4º dia seguido, com alta de commodities

  • 5

    Ibovespa hoje: Braskem (BRKM5) fecha no maior valor desde setembro; Vivara (VIVA3) tomba

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fernanda Camargo em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Nascidos em janeiro já têm data para receber abono salarial em 2026
Logo E-Investidor
Nascidos em janeiro já têm data para receber abono salarial em 2026
Imagem principal sobre o INSS fechará agências e serviços digitais em janeiro de 2026
Logo E-Investidor
INSS fechará agências e serviços digitais em janeiro de 2026
Imagem principal sobre o Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Logo E-Investidor
Por que o Bolsa Família exige a frequência escolar de crianças?
Imagem principal sobre o Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Logo E-Investidor
Como o valor do IPTU em São Paulo é calculado?
Imagem principal sobre o Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
Foi demitido em 2026? Entenda como fica o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o que é e como consultar a migração para a modalidade gratuita
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (23)?
Imagem principal sobre o 5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Logo E-Investidor
5 situações em que o saldo retido do FGTS pode ser liberado
Últimas: Colunas
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor
Ana Paula Hornos
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor

Talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele

24/01/2026 | 07h14 | Por Ana Paula Hornos
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida
Carol Paiffer
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida

Empresas podem contribuir no processo de transformação pessoal e tornar o conhecimento parte da vida

23/01/2026 | 14h19 | Por Carol Paiffer
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

22/01/2026 | 15h23 | Por Fabrizio Gueratto
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro
Einar Rivero
Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro

Alta histórica do Ibovespa reflete reprecificação de ativos, fluxo estrangeiro e uma mudança gradual na percepção de risco sobre o Brasil

22/01/2026 | 11h00 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador