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Investimentos

Venture Philanthropy: como funciona o investimento de impacto?

Modelo une características do Venture Capital para impulsionar negócios dedicados às mudanças socioambientais

Por Luíza Lanza

17/02/2022 | 15:59 Atualização: 17/02/2022 | 15:59

No Brasil, 64% das iniciativas financiadas por Venture Philanthropy são de educação. (Foto: Envato)
No Brasil, 64% das iniciativas financiadas por Venture Philanthropy são de educação. (Foto: Envato)

O investimento em educação do braço social da B3 alcançou a casa dos R$ 20 milhões em 2021. Os recursos ajudaram a financiar a capacitação de 40 mil professores de escolas públicas por todo o Brasil, além de apoiar aulas de educação financeira e finanças pessoais para outros 15 mil estudantes dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.

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Os números são resultados dos 24 projetos financiados pela B3 Social por meio de Venture Philnathropy – uma abordagem de investimento prioriza o impacto social e ambiental sobre o retorno financeiro. Elizabeth Mac Nicol, superintendente da B3 Social, explica que o trabalho é baseado em premissas importadas da filantropia estratégica para que os investimentos tenham resultados mais efetivos na ponta.

“O primeiro de tudo é o projeto ser baseado em evidências, com uma eficácia comprovada. Outra questão é dialogar com políticas públicas relevantes já implementadas, para que a gente consiga atuar de maneira complementar ao que já está sendo feito pelas redes de educação no país”, explica.

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Os projetos apoiados pela Bolsa de Valores brasileira também precisam ter abrangência geográfica e, obrigatoriamente, indicadores de diversidade e inclusão. Nesse tipo de investimento, as equipes apoiadoras e apoiadas se sentam juntas para traçar uma estratégia de negócios voltada à geração de impacto social – neste caso, a educação. Por causa disso, a Venture Philanthropy permite que as empresas sejam mais do que financiadores puros de projetos ou organizações.

“De uma forma mais ampla, posso dizer que eu não dou só o dinheiro, mas potencializo o meu parceiro, apoio ele em questões que ele precisa. É uma via muito efetiva de investimento social privado estratégico visando um retorno no futuro, um retorno em impacto”, afirma Mac Nicol.

O modelo de Venture Philanthropy costuma ser traduzido como filantropia estratégica – resultado da apropriação do modus operandi do Venture Capital voltado ao investimento para o impacto socioambiental. “É um tipo de investimento que tem o impacto como prioridade, mas que tem uma metodologia e estratégia mais clara do que a filantropia tradicional”, explica Greta Salvi, diretora da Latimpacto, a Rede Latinoamericana de Venture Philanthropy, no Brasil.

A abordagem coloca o impacto em primeiro lugar, incorporando três pilares principais no processo de due diligence: financiamento personalizado, apoio estratégico no longo prazo, e gestão e medição de impacto.

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De acordo com o relatório “Investimento em Impacto: casos e tendências na América Latina”, publicado pela Latimpacto em fevereiro de 2021, no Brasil, 64% das iniciativas apoiadas são de educação, enquanto 24% se destinam ao desenvolvimento social, combate à pobreza e à fome. Outros 23% trabalham com comunicação de causas, enquanto 19% com ciência e tecnologia.

O ‘missing gap’

O modelo de Venture Philanthropy foi trazido ao Brasil pela Latimpacto como uma forma de conectar diferentes players do mercado e expandir o conhecimento sobre métodos de gestão, medição e financiamento de iniciativas sociais e ambientais.

“Quando olhamos para o investimento de impacto social, a gente sabe que, globalmente, o poder público e a filantropia não têm recursos suficientes para resolver todos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). E uma rede com diferentes atores é um caminho para mobilizar mais capital para solucionar os mais diversos problemas sociais que existem no planeta”, afirma Greta Salvi.

Nesse cenário, a Venture Philanthropy surge como um financiador de investimentos de risco para apoiar negócios de escalas menores, dedicados às soluções socioambientais, ainda nos estágios iniciais de consolidação do modelo proposto. Um espaço que, anteriormente, não era ocupado nem pela filantropia, nem pelos investimentos tradicionais.

“A gente entende que a Venture Philanthropy está ocupando um lugar que tem um missing gap. De um lado, temos a filantropia tradicional que apoia organizações sem fins lucrativos. Na outra ponta, todas as grandes empresas, o investimento tradicional que não tem nenhum critério socioambiental porque tem o retorno financeiro como prioridade”, pontua Salvi.

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Os recursos entram como um incentivo para que as iniciativas superem o “vale da morte”, conceito do Venture Capital que se refere ao estágio inicial de uma empresa ou startup. A diretora da Latimpacto explica que a Venture Philanthropy funciona como um passo anterior ao investimento de impacto – que dialoga com as pautas sociais e sustentáveis, mas ainda visa o lucro – para ajudar a consolidar o ecossistema de negócios de soluções sociais, assumindo o risco no lugar do investidor tradicional.

“A gente percebe que muitos investidores querem apoiar essas organizações e investir nesses negócios, mas não querem fazer isso sozinhos porque não querem assumir todo esse risco. Então, entramos nessa parte com o capital filantrópico, que é um capital que tradicionalmente já não espera retorno. E o risco que esse capital assume é capaz de alavancar um investimento mais tradicional”, explica.

Ao subsidiar o risco, o capital de Venture Philanthropy consegue atrair outros recursos, enquanto prioriza o impacto social positivo independentemente de obter ou não um retorno financeiro. Na B3 Social, Elizabeth Mac Nicol defende que a filantropia estratégica também serve como uma forma de mostrar aos acionistas, investidores e clientes a necessidade de estar atento às questões sociais.

“Eu acredito muito que essa é uma via muito efetiva de investimento social privado. No nosso caso, a gente pega valores que são muito importantes para dentro de casa e via investimento social privado a gente tenta transbordar isso para a sociedade. O retorno não é financeiro, mas em impacto social”, pontua a superintendente.

Para além do ESG

A pauta de sustentabilidade, social e governança – do inglês “Environmental, social and corporate governance” – chegou para ficar no mercado financeiro. Dados da Distrito, um hub de inovação, o investimento em startups de ESG no Brasil saiu de US$ 282,7 milhões em 2020 para US$ 685,8 milhões em 2021 – um salto de 142,5%. Em 2022, já foram movimentados US$ 14,7 milhões nesse setor.

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Para Mac Nicol, da B3, os impactos sociais e econômicos causados pela pandemia da covid-19 funcionaram como um “empurrão” para que muitas empresas começassem a colocar os investimentos com impacto no radar. “Principalmente nos momentos mais críticos da pandemia, a gente viu o quanto as empresas podem contribuir para a sociedade. O quanto elas devem contribuir. Muitas já entraram nessa onda e estão estruturando suas áreas sociais de uma maneira mais efetiva, porque é uma pauta que eu imagino que não saia mais do radar”, afirma.

Embora a agenda ESG seja cada vez mais fundamental no universo financeiro, a pauta ainda fica em segundo plano na lista de prioridades quando o assunto é investimentos. Uma pesquisa de 2021 realizada pela PwC com gestores de ativos e analistas de grandes empresas de investimentos, bancos e corretoras mostrou que 75% acreditam que as empresas deveriam adotar práticas ESG, mesmo que isso signifique abrir mão de parte da lucratividade de curto prazo.

Quando questionados, porém, se aceitariam uma redução percentual no retorno de seus investimentos em troca de maior impacto, apenas 49% disseram que sim.

Ainda que dialogue com a responsabilidade socioambiental que a agenda ESG propõe, para a diretora da Latimpacto no Brasil, o Venture Philanthropy vai além ao falar especificamente do investimento e do impacto que ele pode gerar. “Falar de ESG é falar de muita coisa. Aqui, o que estamos falando é como esse investimento vindo do dinheiro que está na mão dessas empresas pode financiar as soluções para tantos problemas que existem no nosso País e no mundo”, diz.

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Na visão de Salvi, as empresas que não se preocuparem com a responsabilidade social corporativa vão ficar para trás, mas ainda é preciso ir além da preocupação com ESG. “O principal convite é assumir esse risco. As empresas têm um papel que vai muito além do ESG. É usar esse esse dinheiro de mercado para financiar essas soluções socioambientais, apoiar os pequenos”, defende.

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