• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Diversificação pode ser tabu para investidores brasileiros?

Estudo realizado pelo C6 Bank e Ipec aponta que 58% dos investidores brasileiros não diversificam portfólio

Por Jenne Andrade

10/03/2022 | 17:44 Atualização: 10/03/2022 | 17:44

Especialistas indicam não deixar todos os 'ovos' na mesma cesta, quando o assunto é diversificar a carteira. Foto: Pixabay
Especialistas indicam não deixar todos os 'ovos' na mesma cesta, quando o assunto é diversificar a carteira. Foto: Pixabay

A maioria dos investidores brasileiros não diversifica os seus investimentos pessoais. Essa é a conclusão do estudo encomendado pelo C6 Bank ao Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria). A pesquisa foi feita com 2 mil pessoas, das classes A, B e C, entre os dias 17 e 23 de fevereiro deste ano.

Leia mais:
  • Por que a diversificação faz toda a diferença na sua carteira
  • Dividendos: veja a indicação de 8 corretoras para março
  • Fundos cripto: número de investidores cresce 1.266% no Brasil
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Entre os dados mais preocupantes, está o fato de que apenas 790 participantes costumam poupar para investir – cerca de 39% da amostra. Além disso, dos que são investidores, 28% disseram colocar todo o capital disponível em um único tipo de produto, isto é, colocam todos os ‘ovos’ na mesma cesta. Outros 30%, apesar de não aplicarem todo o montante disponível, ainda concentram a maior parte do dinheiro em uma única aplicação.

No total, pelo menos 58% desses investidores não diversifica o suficiente o portfólio. Esse tipo de conduta amplifica bastante os riscos – até porque a carteira desses investidores está totalmente ou majoritariamente sustentada em cima de apenas uma classe de ativos. Caso o segmento seja impactado, os prejuízos poderão ser substanciais.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Além disso, o potencial de retorno também é reduzido. “As pessoas não diversificam e acham normal, estão confortáveis com esse nível de diversificação e isso é alarmante”, afirma Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 Bank. “Esses investidores estão com o risco muito concentrado e talvez nem saibam disso. Se esse investidor der azar e esse ativo der algum problema, ele vai sofrer muito. Por exemplo, ter um CDB de um único banco e esse banco quebrar ou ações de um único setor, e esse setor ser afetado pelas condições econômicas.

Essa também é a visão de Mario Goulart, analista da O2 Research. O especialista ressalta a importância de diversificar até mesmo na renda fixa. “O pessoal fala que é sem risco, mas não é verdade. Se você está em prefixados e as taxas sobem, você perde dinheiro [caso resgate o título antes do vencimento]. Se você está em pós-fixados e as taxas de juros caem, você também perde dinheiro”, afirma. “Então, todas as classes tem seu peso de risco. E ficando concentrado só em renda fixa, você deixa de se beneficiar de outras coisas com maiores retornos.”

Bolsa de valores

Do total de entrevistados, apenas 28% disseram investir na Bolsa de Valores. Entre esses, quase metade (46%) possui ações de menos de cinco empresas na carteira, enquanto 26% afirmam ter papéis de seis a 10 companhias. Somente 13% detém ações de mais de 10 empresas e os 15% restantes não sabem quantas companhias fazem parte do seu portfólio de ações ou investe por outros meios, como fundos de investimento.

Os dados do C6 Bank/Ipec corroboram com as informações do último relatório de pessoas físicas divulgado pela B3. Segundo a Bolsa de Valores brasileira, no ano passado 35% dos investidores cadastrados investiu apenas em ações. Destes, 33% em um único papel, 30% entre dois e quatro papéis e 37% em mais de cinco tickers. Os que mesclam ações, com BDRs, ETFs e FIIs são apenas 3%.

Mesmo que ainda alto, esses números representam uma melhora significativa em relação ao passado recente. Em 2020, por exemplo, 51% dos investidores concentravam seus recursos somente em ações, com cerca de 20% em um único papel. Já em 2016, há pouco mais de cinco anos, eram 75% de investidores com o capital concentrado na classe de ações, com 39% em um único papel.

Publicidade

Para Goulart, da O2 Research, não existe um número ideal de ações em uma carteira de investimentos, mas o indicado é diversificar com empresas de setores diferentes. Além disso, estudar sobre cada companhia é essencial para diminuir as chances de o investidor ter surpresas negativas.

“Não existe uma resposta única, mas uma carteira bem montada tem elementos de vários perfis de risco e retorno. Uma carteira saudável tem que ter instrumentos de renda fixa, por exemplo, além de moedas, ouro, ETFs etc. Com a guerra da Rússia e Ucrânia, quem tinha ouro se beneficiou”, afirma Goulart. “Mesmo uma carteira só de ações pode conter companhias de tecnologia, petróleo, mineração, agrícola, varejo, por exemplo.”

Já Chieh, do C6, tem um macete baseado na sigla ‘ILEP’ – Indexador, Liquidez, Empresa e Produto. A ideia é mixar indexadores diferentes, como ativos que rendem a Selic (juros) com ativos que rendem o IPCA (inflação), por exemplo, além de ter aplicações com diferentes níveis de liquidez. Na parte de empresas, a estratégia é investir em companhias de diferentes setores e em fundos de diferentes gestores.

Por último, no produto, o investidor deve mesclar as aplicações para fugir de riscos regulatórios. “Imagine que você tem todo seu dinheiro na poupança e seja criada uma tributação em cima dela. De repente, toda a sua carteira seria afetada”, explica Chieh.

Educação financeira

Quando o assunto é educação financeira, os dados mostram um cenário pouco mais positivo. Cerca de 60% dos entrevistados disseram já ter parado para reavaliar seus investimentos desde quando os juros começaram a subir no País, o que mostra que os investidores brasileiros estão mais atentos às flutuações econômicas.

Publicidade

Em menos de um ano, a taxa básica de juros da economia passou de 2% para os atuais 10,75%, o que aumentou os prêmios na renda fixa. Outra informação positiva é que só 23% responderam que já compraram uma determinada ação depois da recomendação de um influencer. As pessoas que concordaram que é possível fazer apostas de curto prazo na Bolsa baseadas em intuição e sorte também são minoria (32%).

Por outro lado, uma fatia de 40% ainda acredita poder ganhar muito dinheiro em pouco tempo com os investimentos. “Infelizmente, essa é a parcela que acredita que pode aprender inglês dormindo ou perder peso em pouquíssimos dias tomando chá. São as pessoas que acreditam em milagres”, afirma Chieh. “Você não investe para ter dinheiro rápido, enriquecer, você investe para ter capital para imprevistos, realizar sonhos e para poder viver bem na aposentadoria.”

Esse percentual alto de investidores que acreditam conseguir altíssimos retornos no curto prazo, contrasta com o percentual baixo de investidores que investem na Bolsa – que seria, em tese, onde teriam os mais altos retornos.

Chieh explica que essa dualidade, por vezes, vem da falta de conhecimento sobre a rentabilidade dos investimentos aliado ao histórico de altas taxas de juros e inflação no Brasil. Há pouco tempo, a rentabilidade da renda fixa mais conservadora conseguia superar os retornos em Bolsa, o que já não é mais totalmente verdade.

Publicidade

“Para que vou investir em uma empresa que me dá 20% ao ano de retorno, com todo o risco do papel, se eu posso receber 17% de rentabilidade aplicando na poupança? Isso nos anos 1990, claro”, afirma Chieh. “Isso fez com que as pessoas nem buscassem informação sobre renda variável.”

Por último, 70% dos investidores são céticos quantos às recomendações de assessores de investimentos e gerentes. Eles não acreditam que esses profissionais fazem suas indicações pensando apenas no que é melhor para o cliente.

Gourlart afirma que a desconfiança tem sentido. “Muitas vezes, os profissionais, principalmente dos agentes autônomos e bancos, têm cotas de investimentos para vender. Então eles ficam te empurrando investimentos como COEs”, explica. “Claro, existem bons profissionais no mercado, mas o investidor pagará um preço por isso. E geralmente em períodos de alta de Bolsa, os investidores ficam muito felizes com os profissionais de investimento. Quando cai, esse pessoal fica mais cético.”

O educador financeiro do C6 também vê uma culpa dos bancos nessa situação. “Os investidores desconfiam porque o histórico é ruim. Já presenciei várias histórias de pessoas ludibriadas pelo gerente de banco, que tinha que bater metas naquele mês. Já vi gente com dinheiro sobrando que foi ao banco e saiu com um título de capitalização”, diz. “Hoje temos assessores independentes, até mesmo dentro dos bancos, que não têm metas. Contudo, essa desconfiança foi construída pelos próprios bancos.”

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • Diversificação
  • Educação Financeira
Cotações
18/01/2026 10h40 (delay 15min)
Câmbio
18/01/2026 10h40 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    FGC inicia pagamento de R$ 40,6 bilhões a investidores com CDBs do Banco Master; veja como receber

  • 4

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda e perde os 165 mil pontos com temor de Selic elevada por mais tempo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Logo E-Investidor
Motoristas de Uber podem ser isentos do Imposto de Renda ainda em 2026? Entenda
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: teto para quem recebe mais de um salário mínimo sobe para R$ 8,4 mil
Imagem principal sobre o FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Logo E-Investidor
FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Últimas: Educação Financeira
Pé-de-Meia 2026: como planejar o uso do benefício para construir uma vida financeira além do ensino médio
Educação Financeira
Pé-de-Meia 2026: como planejar o uso do benefício para construir uma vida financeira além do ensino médio

Especialistas explicam como organizar e investir os recursos da poupança estudantil para criar hábitos financeiros desde a juventude

18/01/2026 | 05h30 | Por Camilly Rosaboni
CDBs do Master: é preciso declarar imposto de renda sobre recebimentos do FGC?
Educação Financeira
CDBs do Master: é preciso declarar imposto de renda sobre recebimentos do FGC?

Quando pagos, valores já vão cair na conta com o desconto devido; alíquotas vão de 22,5% a 15% a depender do prazo do investimento

17/01/2026 | 10h29 | Por Luíza Lanza
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026
Educação Financeira
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026

Plataforma de educação financeira oferece aulas online com certificado, que vão do controle do orçamento aos primeiros passos em investimentos

17/01/2026 | 06h00 | Por Camilly Rosaboni
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento
Educação Financeira
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

Juros altos e ano eleitoral pressionam o orçamento. Confira 10 dicas para organizar as finanças

17/01/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador