No último pregão do semestre, o índice de referência da B3 caiu acompanhando o mercado global e o aumento do indicador de incerteza, já precificando o cenário de maior deterioração econômica nos seis meses finais de 2022. O temor penalizou as ações ligadas a commodities, bancos, varejo, e tecnologia no pregão desta quinta-feira.
“O mercado seguiu digerindo os dados de inflação que continuam pressionando os bancos centrais a serem mais duros com a elevação de juros por mais tempo, o que contribui para a percepção de que a recessão não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”, o que traz medo nas bolsas pelo mundo, como Estados Unidos e Europa. Esse cenário acaba puxando o desempenho da bolsa brasileira para abaixo dos 100 mil pontos”, explica Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos.
Em Nova York, o S&P 500 e o Dow Jones fecharam com queda de 0,86% e 0,80%, respectivamente. Já a Nasdaq terminou o dia caindo 1,33%.
Confira o que influenciou o desempenho dos ativos:
Via (VIIA3): -8,13%, R$ 1,92
As ações da Via lideraram o movimento de queda na B3 nesta quinta-feira, com uma desvalorização de 8,13%. A VIIA3 é cotada a R$ 1,92.
As ações caíram 38,85% no mês. No ano, caem 63,43%.
CSN (CSNA3): -6,42%, R$ 15,44
A forte aversão penalizou as commodities metálicas no pregão desta quinta. As ações da CSN fecharam com uma desvalorização de 6,42%, a R$ 15,44.
Os papéis caíram 29,30% no mês. No ano, têm queda de 35,72%.
CSN Mineração (CMIN3): -6,31%, R$ 3,86
Reflexo do mesmo movimento, as ações da CSN Mineradora caíram 6,31%, para R$ 3,86.
A CMIN3 recuou 20,08% no mês. No ano, cai 37,13%.
*Com Estadão Conteúdo