O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,62%, aos 30.981,33 pontos, o S&P 500 recuou 0,92%, aos 3.818,80 pontos, e o Nasdaq caiu 0,95%, aos 11.264,73 pontos.
O sentimento por risco sofreu pressão hoje à medida que o mercado mantém o temor sobre a possibilidade de uma recessão da economia global. Contratos de petróleo no mercado futuro estiveram entre os ativos mais penalizados neste contexto, o que pesou sobre ações do setor de energia em Nova York, que liderou as perdas do S&P 500. ExxonMobil e Chevron, principais petroleiras americanas, caíram 1,33% e 1,83%, respectivamente.
Big techs, como Microsoft (-4,10%) e Amazon (-2,26%), também registraram perdas acentuadas. Por serem empresas de grande capitalização, as principais companhias de tecnologia tendem a recuar diante da perspectiva de aperto monetário do Federal Reserve (Fed). Hoje, o presidente da distrital de Richmond do BC americano, Thomas Barkin, ressaltou o compromisso em trazer a inflação dos EUA de volta à meta de 2%.
Amanhã, sai o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho, que avançou 1,1% em junho ante maio, com alta de 8,8% na comparação anual, segundo a mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.
“O relatório de inflação de junho virá quente e ajudará a consolidar as expectativas do mercado de que o Fed fará outra alta maciça de juros na reunião monetária” de 27 de julho, diz a Oanda. Segundo ferramenta do CME Group, há cerca de 90% de probabilidade de alta de 75 pontos-base do juro no fim deste mês, à faixa de 2,25% a 2,5%.