De acordo com a Huobi, as dispensas buscam otimizar a sua estrutura e melhorar a eficiência das operações da companhia. “O índice de demissões planejado é de cerca de 20%, mas ainda não está sendo implementado. Com o estado atual do mercado em baixa, uma equipe muito enxuta será mantida daqui para frente”, disse um porta-voz da Huobi ao The Block.
A confirmação ocorre uma semana após o jornalista Colin Wu revelar a onda de demissões na corretora. Ele também disse que a exchange passou a exigir pagamentos de salários em USDT (uma criptomoeda do tipo stablecoin) ao invés da moeda corrente em Cingapura, obrigando os funcionários a criarem uma conta na Huobi.
Benefícios, bônus de final de ano e subsídios de bem-estar também teriam sido cortados, segundo o jornalista. Mas o porta-voz da empresa negou essa informação ao The Block.
Em meio às preocupações com as reservas da exchange, clientes passaram a realizar saques de criptoativos. Conforme indicado pela plataforma de análise Nansen, US$ 94,2 milhões em tokens foram retirados da corretora na última semana, sendo que cerca de 64% desse valor (US$ 60,9 milhões) apenas nas últimas 24 horas.
No Twitter, o consultor da Huobi, Justin Sun, procurou tranquilizar os investidores. “Na Huobi, acreditamos que a chave para o sucesso no mundo das criptomoedas é ignorar o FUD e continuar construindo”, disse. O termo FUD (Medo, Incerteza e Dúvida, em português) é utilizado por defensores das criptomoedas para criticar o pânico criado pelas instituições que duvidam dos criptoativos.