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Veja quanto custa as obras danificadas na invasão em Brasília

Há peças cujo dano é irreversível, como o relógio Balthazar Martinot, do relojoeiro de Luís XIV, rei da França

Por Daniel Rocha

09/01/2023 | 15:27 Atualização: 09/01/2023 | 15:34

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A tela "As Mulatas" faz parte de uma das obras mais importantes da produção de Di Cavalcanti (Foto: Reprodução/Twitter)
A tela "As Mulatas" faz parte de uma das obras mais importantes da produção de Di Cavalcanti (Foto: Reprodução/Twitter)

Os manifestantes golpistas que invadiram o Palácio do Planalto neste domingo (8) destruíram parte do acervo histórico da União que incluía obras de arte avaliadas em até R$ 8 milhões. Segundo o levantamento preliminar do governo sobre os estragos causados pelos atos de ontem, pelo menos quatro obras de arte de alto valor estavam entre os itens danificados pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, esse número deve ser atualizado nos próximos dias com o avanço dos trabalhos da perícia ao longo desta segunda-feira (9).

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A obra “As Mulatas”, do artista plástico Di Cavalcanti, é uma das peça mais valiosas que foram alvos dos golpistas. De acordo com o governo, a principal obra do Salão Nobre do Palácio do Planalto foi encontrada com sete rasgos de diferentes tamanhos. O item é avaliado em R$ 8 milhões, mas pode alcançar valores de até R$ 40 milhões em leilões.

A invasão também danificou uma escultura em bronze identificada como “O Flautista”, de Bruno Girogi. A peça, avaliada em R$ 250 mil, foi encontrada completamente destruída com pedaços espalhados pelo salão nobre do Planalto. Já a escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg foi quebrada em diversos pontos e o seu valor é estimado em R$ 300 mil.

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O relógio que foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI também foi destruído durante os atos antidemocráticos. Os ponteiros e os números foram arrancados e uma estátua que ficava no topo do relógio também foi retirada pelos golpistas.

Segundo o governo, existiam apenas duas unidades do relógio de Balthazar Martinot, relojoeiro de Luís XIV, rei da França. A segunda peça está exposto no Palácio de Versailles, mas possui a metade do tamanho do exemplar que foi destruído neste domingo. O valor da obra é considerado inestimável.

 

Segundo Rogério Carvalho, diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, a recuperação da peça pode ser inviável (Foto: Reprodução/Twitter)

Segundo Rogério Carvalho, diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, as obras danificadas nos atos devem ser recuperadas nos próximos dias. No entanto, ele cita que os danos em algumas peças são irreversíveis, como é o caso do relógio Balthazar Martinot.

“O valor do que foi destruído é incalculável por conta da história que ele representa. O conjunto do acervo é a representação de todos os presidentes que representaram o povo brasileiro durante este longo período que começa com JK (o ex-presidente Juscelino Kubitschek). É este o seu valor histórico”, comenta Carvalho.

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Veja outros itens danificados pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro

  • Obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo, de 1995: a pintura foi encontrada boiando no andar térreo do Palácio do Planalto, que estava inundado;
  • Galeria dos ex-presidentes: todas as fotografias foram retiradas da parede e jogadas no chão;
  • Os quadros presentes no corredor que dá acesso às salas dos ministérios foram quebrados e rasurados. O governo aguarda perícia para avaliar os danos;
  • Mesa de trabalho de Juscelino Kubitschek que foi utilizada como barricada pelos manifestantes golpistas.

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