Esta sexta-feira também foi o último pregão das ações da Americanas (AMER3) no Ibovespa; um dia bastante negativo que fez o ativo virar uma “penny stock”. Depois que a companhia protocolou o pedido de recuperação judicial, a B3 retirou os papéis de 14 índices.
“Além da turbulência da varejista, a postura do novo governo em relação à autonomia do Banco Central também ficou no radar do mercado, depois de o presidente Lula criticar a independência do BC”, destaca a equipe da Rico Investimentos.
Em Nova York, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam o dia com altas de 1,00% e 1,89% respectivamente. Já o Nasdaq saltou 2,66%. O dólar teve uma alta de 0,72%, cotado a R$ 5,20, enquanto o euro subiu 0,94%, a R$ 5,65.
Os três papéis que mais desvalorizaram no dia foram Americanas (AMER3), Alpargatas (ALPA4) e Cosan (CSAN3).
Confira o que influenciou o desempenho dos ativos:
Americanas (AMER3): -29,00%, R$ 0,71
As ações da Americanas lideraram as perdas no Ibovespa. Os papéis da varejistas serão retirados de 14 índices pela B3 por causa do início do processo de Recuperação Judicial, protocolado na quinta-feira (19). Com queda de 29,00%, a AMER3 encerrou o dia cotada a R$ 0,71, o menor patamar de sua história na bolsa.
As ações caem 92,64% no ano.
Alpargatas (ALPA4): -5,90%, R$ 12,91
Além do caso Americanas, as varejistas brasileiras também tiveram um pregão difícil, penalizadas pela curva de juros, que chegou a tocar as máximas em um dia de maior cautela. O movimento fez as ações da Alpargatas caírem 5,90%, cotadas a R$ 12,91.
A ALPA4 cai 14,39% no ano.
Cosan (CSAN3): -4,47%, R$ 16,68
As ações da Cosan caíram 4,47% no pregão, encerrando o dia a R$ 16,68.
A CSAN3 cai 2,57% no ano.
*Com Estadão Conteúdo