No entanto, na Europa, o viés é predominantemente negativo nas principais bolsas, mesmo com a notícia de que a confiança do consumidor na Alemanha (a maior economia do bloco) deve melhorar pelo sétimo mês consecutivo em maio. Paralelamente, as principais commodities também esboçam reação, com os contratos futuros do petróleo operando em alta modesta e os preços futuros do minério de ferro reduzindo o ímpeto de queda, recuando apenas 0,35% na madrugada em Dalian, cotados ao equivalente a US$ 103,53 por tonelada.
O maior apetite ao risco nos EUA somado à esperada desaceleração da inflação em abril pode ajudar no desempenho local. Entretanto, diante das incertezas locais, ainda é improvável que o movimento seja longo e sustentável.
Agenda econômica
Brasil: A agenda contará com a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de abril (9h00) e a nota de crédito de março (8h00). Para o dado de inflação, é esperada uma desaceleração a 0,61%, de 0,69% em março. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 deve arrefecer a 4,20%, ante 5,36% em março, acima do centro da meta (3,25%),mas já abaixo do teto (4,75%).
Entre os eventos previstos, o Tesouro publica o Relatório Mensal da Dívida referente ao mês passado (14h30) e a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa de reunião com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) para debater o arcabouço fiscal (12h00).
EUA: Destaque apenas para o dado das encomendas de bens duráveis.
Europa: Sem indicadores de peso, os investidores devem ficar atentos ao pronunciamento de três dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), que discursarão ao longo do dia.