Atualmente, Draper é dono de uma das maiores carteiras detentoras de cripto, o que o setor chama de investidor-baleia. Além disso, é grande entusiasta do bitcoin, do tipo que não economiza elogios para a tecnologia baseada da rede blockchain. “Eu não penso em vender o que tenho em bitcoin porque acredito totalmente nesta nova economia. É uma economia melhor, descentralizada, em que você mantém o controle sobre seu dinheiro”, disse em painel no Web Summit Rio.
Na sua visão otimista, Draper considera como grande qualidade do bitcoin a facilidade e o baixo custo para transferências internacionais. “Quando se tem uma moeda que é fácil de enviar e receber, a riqueza do mundo todo cresce.”
Em novembro do ano passado, o investidor disse que via o bitcoin alcançando os US$ 250 mil em 2023, mesmo com a crise gerada pela quebra da exchange FTX. A criptomoeda opera na casa dos US$ 28,2 mil na manhã desta quarta-feira (3) – a máxima do ano foi de pouco mais de US$ 30 mil.
Ele agora flexibiliza a data para sua previsão, mas condiciona este objetivo para a fase em que as pessoas passem a usar a moeda no dia a dia. Ainda assim, ele espera que a alta recente continue a partir da quebra de outros bancos nos Estados Unidos. O pico deste ano para o bitcoin foi após a falência do Silicon Valley Bank e o consequente aumento da desconfiança em relação ao sistema bancário.
Os reguladores estão do lado oposto da mesa de Draper, que diz que os representantes dos bancos centrais estão contra o que é o melhor para as pessoas. Ele cita como caso de sucesso a adoção de bitcoin como uma das moedas oficiais em El Salvador, e acrescenta que a Argentina, por exemplo, poderia tirar lições do país da América Central.