Sem observar uma queda resistente da inflação, o Banco Central resistiu às renovadas pressões do governo e manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano como era amplamente esperado pelo mercado financeiro, indicando que o juro básico do país não vai cair enquanto não houver a convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024.
Os índices futuros em Nova York ensaiaram uma recuperação mais cedo, mas sucumbem às quedas das Bolsas europeias antes da decisão e sinais do BCE, com investidores repercutindo balanços trimestrais de grandes empresas, como AB InBev e Shell e os dados de atividade (PMIs) de serviços que avançaram de modo geral na Europa, ficando acima das expectativas na Alemanha e Reino Unido e abaixo do esperado na zona do euro.
Agenda
A agenda desta quinta-feira (4) traz a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), às 09h15, seguida de coletiva com a presidente da instituição, Christine Lagarde (09h45).
No Brasil, o Tesouro faz leilão de prefixados (11h). Entre os balanços, destaques para os números do Bradesco e da Apple.