Entretanto, a empolgação do mercado reflete a leitura da taxa de desemprego, que subiu de 3,4% para 3,7%, acima da expectativa de 3,5%. Além disso, em termos de avanço da média salarial por hora trabalhada, o número veio em linha com o esperado. Com a leitura, as apostas hoje indicam manutenção dos juros por parte do Fed na decisão em meados de junho. O comportamento na curva futura de juros por lá, mostrou ajustes para baixo, indicando que o mercado espera não somente a pausa do Fed nesta reunião, mas também um início de corte em breve.
Por aqui, o bom humor local se somou ao indicador de produção industrial. O dado de atividade mostrou queda além do esperado, com recuo de 1% ante expectativa de contração de 0,3% em abril. Com o declínio acentuado, o entendimento que este pode contribuir para que o banco central possa iniciar o corte da Selic em breve. Na curva de juros, entretanto, o comportamento é misto, com ajustes para cima nos vértices mais curtos e queda nos longos.
Na bolsa, destaque para as siderúrgicas e mineradoras, em meio a mais uma sessão positiva do minério de ferro na madrugada. O petróleo também tem mais uma sessão positiva e esta soma de fatores impulsiona o Ibovespa mais uma vez, de forma que o índice avançava 1,54% próximo às 14h10, cotado aos 112.273 pontos, com giro financeiro projetado em cerca de R$ 29 bilhões.
Com o maior apetite ao risco, o dólar volta a ceder frente ao real na sessão de hoje e negociava aos R$ 4,96 no início da tarde.