Os mercados buscam avançar, em meio ao noticiário corporativo, apesar de novos sinais de alta de juros. De todo modo, os sinais nas bolsas são moderados e divergentes, com os investidores se dividindo entre o reforço do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, de que os juros americanos poderão subir até mais duas vezes em 2023 e a expectativa da divulgação do PIB americano do primeiro trimestre. O petróleo também segue pressionado pela perspectiva de mais aperto monetário.
Hoje cedo (29), Powell disse que a inflação medida pelo núcleo da inflação do consumo (sigla em inglês, PCE) provavelmente subiu 3,9% em maio na comparação anual e o núcleo do indicador, 4,7% no mesmo período. Além do presidente do Fed, outros líderes de grandes bancos centrais reforçaram a mensagem de que continuarão elevando juros para combater a inflação. Isso influenciou as bolsas asiáticas, que fecharam sem uma única direção motivada também por fabricantes de chips, após a americana Micron Technology divulgar resultados trimestrais melhores do que o esperado e projeções animadoras.
No Brasil
A agenda pesada internamente será decisiva para definir um norte aos ativos domésticos. Por ora, o viés positivo dos índices futuros de Nova York e a valorização do minério de ferro em Dalian podem estimular alta do Ibovespa, após ceder três sessões seguidas. Ao mesmo tempo, fica a expectativa positiva em relação à reforma tributária. Além disso, pode gerar alívio nos mercados a manutenção da meta pelo CMN em 3,00%, a ser definida no início da noite. Segundo o ministro Fernando Haddad, a meta será mantida e afirmou que apenas o horizonte contínuo é que está em debate.
Agenda
A FGV informa o IGP-M de junho (8h) e o BC divulga o RTI. Após a divulgação do RTI, haverá
entrevista com o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen.
Em seguida (9h), saem o resultado primário do Governo Central (mediana: -R$ 45,640 bi) do quinto mês do ano e o Caged de maio (mediana: geração de 188.682).
Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participam do CMN (15h). A previsão de divulgação dos votos é às 18h.
*Com informação do Broadcast