O rumo dos negócios, no entanto, pode assumir uma trajetória mais definida após novos dados econômicos dos Estados Unidos, especialmente se estes ajudarem a definir o caminho dos juros por lá. Para além das bolsas, o dólar também exibe sinais mistos frente a outras moedas principais, os contratos futuros do petróleo mostram alta moderada e os preços futuros do minério de ferro subiram 0,66% na madrugada em Dalian, cotados ao equivalente à US$ 117,82 por tonelada.
Essa dualidade observada no exterior sugere pouco fôlego para os ativos locais hoje, especialmente depois da melhora de ontem à tarde, que foi puxada pelo desempenho positivo dos papéis de bancos. Além disso, após a (nova) frustração com o crescimento chinês e a queda de 2,00% da atividade econômica doméstica em maio, evidenciada pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), pode haver alterações na percepção quanto os rumos da trajetória monetária do Copom daqui em diante –atualmente, a curva de juros futuros precifica 55% de chance de queda de 0,25 ponto porcentual na Selic e de 45% de que seja de 0,50 ponto, por exemplo.
Agenda econômica
Brasil: Sem indicadores relevantes. Entre os eventos, o Tesouro faz leilão de títulos públicos (11h) e a Vale divulga relatório de produção e vendas, após o fechamento de mercado. Além disso, o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Ribeiro Damaso, participa de programa gravado da Associação Brasileira de Câmbio (15h), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terá reuniões com dirigentes do Serpro, Emgea, Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e com o Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
EUA: Os dados do varejo (9h30), da produção industrial (10h15) referentes a junho, e o índice de confiança das construtoras em julho (11h), são os destaques do dia. Na frente corporativa, Bank of America e Morgan Stanley divulgam seus balanços antes da abertura dos mercados e Western Alliance, após o fechamento.