A curva de juros americana aponta mais de 90% de chance de manutenção dos juros na faixa de 5,25% a 5,50% na próxima semana. Diante desse impasse, o que se vê agora cedo são bolsas europeias e índices futuros em Nova York com pouquíssimo fôlego, embora operando no campo negativo.
O dólar opera sem direção única ante outras moedas fortes, enquanto os contratos futuros do petróleo sobem e os preços futuros do minério de ferro registraram ganhos de 0,47% em Dalian, cotados a US$ 117,97 por tonelada.
A agenda esvaziada e a falta de tração no exterior sugere que os ativos locais contarão com poucos direcionadores hoje. A antecipação do governo federal de R$ 9,4 bilhões do acordo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pode gerar algum desconforto. A medida foi feita para conseguir ajudar estados e municípios com dificuldades de caixa agora sem comprometer a arrecadação previdenciária.
Agenda econômica
Brasil: Sem indicadores previstos para a sessão, destaque apenas para os eventos pós fechamento de mercado, como a participação do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento online (21h00).
EUA: Destaque para a leitura do índice de preços ao consumidor (CPI), ainda antes da abertura dos mercados por lá (9h30). O Departamento de Energia divulga os estoques semanais de petróleo (11h30).
Europa: Na zona do euro, a produção industrial diminuiu 1,1% em julho ante junho, abaixo da expectativa de queda de 0,7%. Já no Reino Unido, a produção industrial caiu 0,7% em julho ante junho, um pouco pior do que a queda esperada de 0,6%. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) britânico encolheu 0,5% em julho ante junho, mais do que o esperado.
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