As novas regras efetivamente impuseram restrições à venda de ações em cerca de metade das mais de 5.000 empresas que negociam em Xangai ou Shenzhen, segundo a Wind, uma fornecedora de dados financeiros. Os principais acionistas de todas as empresas cotadas foram também incentivados a manter as suas participações ou a bloquear as suas ações por períodos mais longos.
As autoridades estão reprimindo rapidamente quem desobedece a lei. Xu Xiong, presidente e acionista controlador da Eastern Pioneer Driving School, listada em Xangai, vendeu cerca de US$ 3 milhões em ações em 28 de agosto, um dia após a implementação das restrições, e os papéis estavam sendo negociados abaixo do preço do IPO. Alguns dias depois, sua família informou que a polícia de Xangai tinha emitido uma ordem de prisão contra ele por suspeita de manipulação do mercado de ações.
Após a lei, a comissão de valores mobiliários do país notificou importantes acionistas de grandes empresas. A Xi’an Xice Testing Technology, por exemplo, apresentou um pedido de desculpas na semana passada, depois de três dos seus acionistas controladores terem vendido coletivamente cerca de 1% de participação no final de agosto e início de setembro, quando as suas ações eram negociadas abaixo do preço do IPO. A empresa foi notificada pela polícia.
Embora a supervisão mais rigorosa possa ajudar a estabilizar o mercado no curto prazo, disse Thomas Gatley, analista sênior da Gavekal Dragonomics, a medida também poderia desencorajar os investidores institucionais de colocarem mais dinheiro no mercado de ações da China devido à incerteza sobre se poderão vender no futuro.
O mercado de ações interno da China, de US$ 11 bilhões, caiu este ano, prejudicado por uma economia oscilante, uma saída de dinheiro estrangeiro e um crescente sentimento de nervosismo entre os pequenos investidores. O índice CSI 300, das maiores empresas cotadas do país, caiu 4,1% no acumulado do ano, após perdas nos dois anos civis anteriores.
Fonte: Dow Jones Newswires