• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

As ações estão baratas se o Fed controlar a curva de juros

Decisão da equipe de Jerome Powell pode impulsionar ainda mais bolsas americanas

Por E-Investidor

14/09/2020 | 17:08 Atualização: 14/09/2020 | 17:18

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) (Foto: Yuri Gripas/Reuters)
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) (Foto: Yuri Gripas/Reuters)

(Brian Chappatta*/Opinião Bloomberg) – As animadoras de torcida do mercado acionário estão finalmente colocando o ganho interminável nos preços dos papéis em termos que os investidores em obrigações podem compreender.

Leia mais:
  • A queda foi de elevador, mas a retomada vai ser pela escada
  • A razão para companhias aéreas dos EUA gastarem em recompra de ações
  • Amazon, Apple e Microsoft sairão da crise ainda maiores
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Cada vez mais, investidores e analistas estão justificando os recordes nos índices S&P 500 e Nasdaq 100 (voltado para o mercado da tecnologia) no contexto das taxas de juros, que costumam ser o domínio dos negociantes de obrigações.

Estrategistas da Bank of America Corp. atribuíram cerca de 16% do notável desempenho das ações de tecnologia nos anos mais recentes à queda no rendimento das obrigações; trata-se de um recorde, um nível mais de duas vezes superior ao observado antes da crise financeira de 2008. O ganho de rendimento no S&P 500 e na Nasdaq 100, que mede o lucro em relação ao valor da ação, pode estar no patamar mais baixo já visto desde o início da década de 2000, mas ainda está 296 pontos-base e 184 pontos-base acima do rendimento de um título padrão de 10 anos do tesouro americano, respectivamente.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Até os dividend yields [rendimento de dividendo] de 12 meses parecem interessantes: 1,69% no S&P 500 e 0,71% na Nasdaq 100, comparáveis a 0,65% para a nota do tesouro com vencimento em 10 anos. E não estamos falando de números distorcidos por um punhado de empresas: cerca de 78% das ações individuais do S&P 500 têm dividend yield superior ao título de 10 anos do tesouro americano, a maior proporção já vista, que se manteve em média na casa de 25% nas duas décadas mais recentes, de acordo com Russ Certo, da Brean Capital.

Tudo isso quer dizer: sob muitos aspectos, ainda podemos alegar que as ações estão baratas. Mas somente se acreditarmos que o Federal Reserve (Fed) vai manter a curva de juros sob rigoroso controle.

No dia 6 de agosto, o rendimento dos títulos do tesouro com vencimento em 10 anos caiu para apenas 0,5%. Três semanas mais tarde, o rendimento chegou a 0,79% – ainda baixo em termos históricos, mas subitamente mais alto do que o dividend yield da Nasdaq 100, com a maior diferença vista desde o início da pandemia do coronavírus nos Estados Unidos. O único momento em que essa relação se inverteu foi no início de junho, quando o rendimento dos títulos de 10 anos do tesouro se aproximou de 1%. Depois disso, as ações tiveram venda rápida e os rendimentos voltaram ao normal.

Esse precedente foi o suficiente para deixar nervosos os estrategistas do JPMorgan Chase & Co. “Com a extremidade mais distante da curva ameaçando uma confluência de sinais-limites de uma alta nos rendimentos, a contínua fraqueza dos preços tem o potencial de desencadear outro fluxo de pressão de venda com base no embalo”, disse Peng Cheng, estrategista global quantitativo e de derivativos do JPMorgan. Ven Ram, da Bloomberg News, escreveu que “O rendimento do tesouro se tornará uma dor de cabeça para as ações perto de 1%”.

Publicidade

Mas, dessa vez, o rendimento dos títulos americanos caiu para seu patamar habitual enquanto o mercado de ações seguiu se valorizando sem ser afetado. O que houve?

O Fed entregou seus planos.

As provas disso estão no movimento das letras do tesouro com vencimento em 10 anos observado no dia 1º de setembro, cujo rendimento era de 0,73% às 10h30 da manhã em Nova York e caiu para 0,67% já às 15h. Não tivemos más notícias econômicas; na verdade, dados do Instituto para a Gestão do Fornecimento mostraram que as manufaturas se expandiram nos EUA em agosto ao ritmo mais rápido desde o fim de 2018. Não foi exatamente um dia de aversão ao risco, com o S&P 500 avançando 0,75% e o índice Bloomberg Barclays para obrigações de alto rendimento registrando alta pelo oitavo pregão seguido.

Em vez disso, foi tudo um eco do banco central. Primeiro, o Fed comprou US$ 1,73 bilhão em obrigações do tesouro de 20 a 30 anos em sua operação diária de compra, imediatamente empurrando para baixo os rendimentos de prazo mais longo. Então, a diretora do Fed, Lael Brainard, debateu a nova política do banco central, após palestras do presidente do conselho, Jerome Powell, e do vice-presidente, Richard Clarida.

Publicidade

“Nos próximos meses, será importante que a política monetária avance da estabilização para a acomodação”, disse Lael. “Ainda que a comissão não tenha previsto o desafio sem precedentes da pandemia da covid-19 quando a análise foi lançada, a nova declaração nos coloca em posição mais forte para dar sustento a uma recuperação completa e oportuna.”

Obviamente, trata-se de uma defesa de uma forma explícita de forward guidance [orientação a termo] que vincula altas futuras nas taxas de juros à inflação real que exceder a meta do banco central, de 2%. Mas o gesto também pode ser visto como prenúncio de uma rodada mais tática de afrouxamento quantitativo, talvez nos mesmos moldes da Operação Twist, em 2011. Afinal, na época, a descrição oficial do Fed para o programa dizia que seu objetivo seria “exercer pressão descendente nos juros de prazo mais longo para tornar mais receptivas as condições financeiras em geral.”

Um dos pontos finais de intriga que restaram entre os observadores do Fed é a reação das autoridades a uma alta no rendimento de longo prazo dos títulos do tesouro. No geral, tendo a acreditar que os administradores do banco central tolerariam uma curva de rendimentos um pouco mais acentuada se esta ocorresse pelos “motivos certos”, como uma retomada da inflação ou sinais de uma recuperação econômica mais robusta. Isto certamente representaria um alívio para a indústria bancária. Mas, como disse meu colega da Bloomberg, Tim Duy, Powell e seus colegas também têm implorado ao congresso americano por estímulo fiscal adicional para sustentar a economia, e o baixíssimo custo do crédito torna essa proposta mais fácil de vender no capitólio. Dito isso, se o baixo rendimento dos títulos do tesouro está impulsionando o mercado de ações até patamares recordes, diminuindo assim a urgência da aprovação de mais estímulo aos olhos dos legisladores, prejudicando assim a recuperação econômica, isso nos devolve ao início de tudo. A impressão é a de estarmos andando em círculos.

Uma forma alternativa de medir o poder de atração das ações em relação às obrigações é analisar como os dois mercados tratam a mesma empresa, algo que incorpora à equação o risco de crédito. Pensemos no exemplo perfeito de empresa gigante de tecnologia com preço inflado: a Apple Inc. Ainda que o preço de suas ações tenha aumentado mais de 100% nos seis meses mais recentes, sua valorização não parece exagerada no contexto da renda fixa. A fabricante do iPhone emitiu no mês passado valores mobiliários com vencimento em cinco anos que pagam juros de 0,55%, muito abaixo do atual ganho de rendimento de 2,45% e, por incrível que pareça, abaixo até do dividend yield de 0,6%.

Publicidade

Ora, não se trata de um cálculo tão simples assim. Se a Apple vai pagar aos detentores de suas obrigações seu investimento inicial no momento de maturidade, suas ações não oferecem a mesma promessa. Em tese, a empresa pode tropeçar, deixando os investidores com pesadas perdas. O rendimento de uma obrigação é um retorno nominal garantido se o valor mobiliário for mantido até a maturidade (desconsideradas as moratórias). O ganho de rendimento de uma ação é apenas o inverso da proporção entre preço e rendimento. Os dividendos também podem aumentar ou cair rapidamente – globalmente, os rendimentos tiveram no segundo trimestre a maior queda desde 2009.

Independentemente disso, o mercado de ações parece apostar tudo na ideia de que o Fed manterá sob controle a extremidade distante da curva de juros nos EUA. As jogadas dessa semana “podem ser atribuídas à fé do mercado na ideia de que o Fed não hesitará em oferecer novas acomodações agressivamente”, escreveram os estrategistas Ian Lyngen, Jon Hill e Ben Jeffery, da BMO Capital Markets. “O espaço para uma queda nos ativos mais arriscados é limitado no prazo mais curto.”

Em outras palavras, tudo se resume aos rendimentos. E, desse ponto de vista, mesmo depois dessa valorização sem precedentes, as ações ainda são melhor negócio do que as obrigações. E isso não deve se alterar até que o Fed decrete uma mudança.

(Tradução de Augusto Calil)

Publicidade

– – –

*Chappatta é colunista da Bloomberg Opinion e cobre os mercados de dívidas. Ele já cobriu o setor de obrigações para a Bloomberg News. É também um analista financeiro credenciado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Dividendos
  • Federal Reserve System (Fed)
  • Inflação
  • Nasdaq
  • Política monetária
  • S&P 500
Cotações
11/02/2026 5h25 (delay 15min)
Câmbio
11/02/2026 5h25 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Resultados de Suzano e Klabin no 4T25 devem decepcionar no curto prazo, mas analistas veem forte valorização

  • 5

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Imagem principal sobre o INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Logo E-Investidor
INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Últimas:
Ibovespa hoje acompanha payroll nos EUA e falas do BC em quarta-feira de agenda cheia
Mercado
Ibovespa hoje acompanha payroll nos EUA e falas do BC em quarta-feira de agenda cheia

Mercado inicia a quarta-feira atento ao emprego americano e discursos de autoridades monetárias

11/02/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich
Payroll nos EUA e inflação ao produtor no Brasil concentram atenções da quarta-feira
Tempo Real
Payroll nos EUA e inflação ao produtor no Brasil concentram atenções da quarta-feira

Mercado de trabalho americano, IPP brasileiro e leilões de títulos movimentam a agenda global

11/02/2026 | 04h30 | Por Isabela Ortiz
Resultado da Dia de Sorte 1175: O SORTEIO SAIU; veja os sete números de hoje (10)
Loterias
Resultado da Dia de Sorte 1175: O SORTEIO SAIU; veja os sete números de hoje (10)

O sorteio da modalidade desta terça-feira (10) foi realizado por volta das 21h, em São Paulo, e transmitido ao vivo

10/02/2026 | 21h20 | Por Jéssica Anjos
Resultado da Timemania 2354: SORTEIO REALIZADO; veja os números e o time de hoje (10)
Loterias
Resultado da Timemania 2354: SORTEIO REALIZADO; veja os números e o time de hoje (10)

A extração aconteceu nesta terça-feira e definiu as novas dezenas e o Time do Coração

10/02/2026 | 21h17 | Por Jéssica Anjos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador