• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Amor, violência e dívidas: lições de Ana Hickmann sobre amarras invisíveis

Entre os fatores de destaque para a permanência das mulheres nas relações abusivas está a questão financeira

Por Ana Paula Hornos

18/11/2023 | 7:30 Atualização: 17/11/2023 | 16:10

Receba esta Coluna no seu e-mail
Ana Hickman durante visita na sede do Jornal O Estado de São Paulo (Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO)
Ana Hickman durante visita na sede do Jornal O Estado de São Paulo (Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO)

O registro de violência doméstica feito em boletim de ocorrência pela apresentadora Ana Hickmann contra seu marido, Alexandre Correa, trouxe à tona outra crise do casal: a financeira.

Leia mais:
  • TDAH e finanças: 10 estratégias eficazes que podem te ajudar
  • Por que uma legião de jovens troca de emprego constantemente?
  • Como fazer uma “faxina” nas suas finanças para prosperar
Cotações
10/02/2026 16h48 (delay 15min)
Câmbio
10/02/2026 16h48 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além das acusações feitas por Ana sobre agressões físicas sofridas – incluindo cabeçadas e o fechamento de uma porta sobre seu braço esquerdo – a imprensa expôs, esta semana, pedidos na justiça de grandes instituições financeiras como Banco do Brasil (BBAS3) e Safra, de bloqueio de bens do casal, devido a dívidas significativas contraídas na empresa familiar. Hickmann Serviços Ltda enfrenta processos judiciais e cobranças que totalizam mais de R$ 3,5 milhões.

Apesar de muito triste, não é incomum relatos como o caso de Ana Hickmann.

Publicidade

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trouxe um estudo multinacional que reconheceu a violência contra mulheres como um desafio de saúde pública que afeta diversas idades, etnias, crenças e classes sociais. A pesquisa coletou dados de mais de 24 mil mulheres em 15 locais de 10 países diversos em diferentes contextos culturais como Bangladesh, Brasil, Etiópia, Japão, Namíbia, Peru, Samoa, Sérvia e Montenegro, Tailândia e República Unida da Tanzânia.

Outra pesquisa feita em 2013 pelo DataSenado, instituto da Secretaria da Transparência do Senado Federal, destaca a prevalência da violência doméstica, frequentemente perpetrada por parceiros íntimos, sendo que 31% das mulheres que relataram violência, ainda convivem com os agressores.

Permanecer em uma relação abusiva, quer seja física, psicológica e/ou patrimonial faz parte de um contexto de controle coercitivo estabelecido no par vítima-agressor que muitas vezes, pelas características sutis e manipulativas, é muito difícil romper ou até mesmo identificar a situação.

O ciclo abusivo envolve diversos episódios de ameaças, falas e comportamentos subliminares que visam subjugar, isolar e controlar a vítima. Este processo cíclico se desdobra em quatro fases. Inicialmente, há um momento de tensão, marcado por desaprovações implícitas que alimentam a insegurança da vítima, levando-a a fazer esforços para agradar o agressor que mantém o controle.

Publicidade

O segundo estágio é a agressão explícita, onde frases ofensivas e agressões físicas minam a autoestima da vítima, fazendo-a sentir-se culpada, mesmo sendo ela a pessoa agredida.

Quando a corda é esticada demais e a vítima percebe que algo está muito errado, vem a terceira fase quando o agressor traz pedidos de desculpas e promessas de mudança, seguidos da quarta fase de um tipo de “lua de mel” na quando o agressor usa sedução e recompensas para manter a vítima próxima, reiniciando assim o ciclo de tensão gradual.

A permanência das mulheres nas relações abusivas

Um estudo publicado em 2022 pelo periódico científico The Lancet aponta que uma em cada quatro mulheres no mundo já sofreu violência doméstica ao longo da vida. E entre os fatores de destaque para a permanência das mulheres nas relações abusivas está a questão financeira.

Os motivos podem ser distintos, ora envolvendo o medo da instabilidade financeira provocada por uma eventual separação, a segurança financeira estimulada na permanência, ou mesmo a dependência psicológica que alimenta falsa sensação de segurança, mesmo que seja a mulher a própria provedora do casal. É frequente entre mulheres, por questões culturais, como visto no caso de Ana Hickmann, a mulher delegar ao homem a administração das finanças, o que favorece o controle coercitivo quando a relação é disfuncional.

Vítimas que enfrentam abuso emocional podem adotar comportamentos compulsivos, como compras excessivas, investimentos intensivos ou um trabalho excessivo, numa tentativa de agradar parceiros, familiares, chefes ou amigos.

Publicidade

Em alguns casos, movidas pela sensação de incapacidade, abandonam ou nem iniciam suas carreiras, tornando-se dependentes financeira e psicologicamente. Sentem culpa e acreditam ser incapazes de serem amadas, esforçando-se cada vez mais para agradar, chegando a emprestar dinheiro, compartilhar contas bancárias, CPF ou até entregar suas fontes de renda para o agressor.

Como sair do ciclo abusivo

Romper com relações abusivas pode ser desafiador, mas é um passo crucial para o bem-estar emocional. Aqui vão recomendações, algumas delas, possivelmente já incorporadas por Ana e percebidas quando observamos suas declarações:

  1. Reconheça o abuso: esteja ciente do comportamento abusivo e reconheça que você merece um relacionamento saudável;
  2. Estabeleça limites claros: defina limites firmes sobre o que é aceitável e o que não é. Comunique esses limites ao parceiro abusivo;
  3. Busque apoio: converse com amigos, familiares ou profissionais de saúde mental. O apoio é fundamental durante esse processo;
  4. Planeje com cautela: se possível, faça um plano para a sua segurança antes de terminar a relação. Isso pode incluir mudança de residência, suporte legal etc.;
  5. Mantenha-se firme: antecipe a resistência do agressor e permaneça firme em sua decisão. Não ceda a pressões ou promessas vazias;
  6. Busque empoderamento financeiro: traga a gestão financeira de sua vida para próxima de si. Construa um orçamento, acompanhe seus gastos, confira faturas e extratos. Aprofunde sua educação financeira, busque conselhos e conhecimento;
  7. Cuide de si mesma(o): foque em autocuidado. Esteja atenta(o) à sua saúde física e emocional.

Lembre-se, romper com uma relação abusiva é um passo corajoso e você não está sozinha(o). Procure apoio e recursos disponíveis para ajudá-la(o) durante esse processo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • dinheiro
  • Educação Financeira
  • Finanças
  • mulheres
  • planejamento financeiro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

  • 3

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

  • 4

    Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

  • 5

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Imagem principal sobre o INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Logo E-Investidor
INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Últimas: Colunas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio
Erich Decat
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio

Mercado financeiro avalia cenários para 2026 e 2030 diante do avanço de Flávio Bolsonaro e da possível ausência de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial

09/02/2026 | 14h38 | Por Erich Decat
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios
Carol Paiffer
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios

Em um mundo obcecado por performance, relações genuínas ganham peso estratégico ao impulsionar bem-estar, longevidade e inovação nos negócios

06/02/2026 | 19h29 | Por Carol Paiffer

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador