Por volta das 06h30 (de Brasília), o índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, avançava 0,49%, a 458,07 pontos. Um ano após o orçamento gerar choque nos mercados e derrubar a então primeira-ministra Liz Truss, o governo do Reino Unido deve adotar postura cautelosa na atualização das contas públicas que será divulgada hoje, avalia o economista Kallum Pickering, da Berenberg.
Para ele, o pacote deve incluir alguns cortes de impostos, mas em escala insuficiente para impulsionar a economia significativamente no curto prazo. A resolução orçamentária será divulgada no final da manhã (horário de Brasília) e deve ser monitorada de perto nas mesas de operações. Também na agenda europeia, a Comissão Europeia informará dado de confiança do consumidor da zona do euro às 12h.
Para além desses eventos, o mercado repercute ainda a ata do Fed, que mostrou resistência dos dirigentes em declarar vitória contra a inflação. Segundo o documento, os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) não descartam a possibilidade de mais aperto monetário à frente, caso não haja progressos no processo de retomada da estabilidade de preços.
Mesmo assim, a curva futura ainda precifica chance majoritária de que o Fed não voltará a subir juros no ciclo atual e começará a cortá-los a partir de maio do ano que vem, conforme indica monitoramento do CME Group. No noticiário geopolítico, Israel anunciou, durante a madrugada, acordo com o grupo palestino extremista Hamas que prevê a libertação de 50 reféns, em troca de um cessar-fogo de 4 dias.
O governo israelense, no entanto, reafirmou os planos de eliminar as ameaças ao país na Faixa de Gaza. No horário citado acima, a Bolsa de Londres caía 0,06%, enquanto Frankfurt avançava 0,28% e Paris ganhava 0,26%. Lisboa subia 0,45% e Milão, 0,45%. No câmbio, o euro recuava a US$ 1,0905 e a libra cedia a US$ 1,2531.
Com informações da Dow Jones Newswires