O tom é positivo nos índices de ações do Ocidente, ecoando expectativas renovadas de que o Fed comece a reduzir os juros em junho, após sinais de enfraquecimento nos dados de serviços dos Estados Unidos, informados na quarta-feira (3). No mesmo dia, o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou que as taxas só cairão quando houver confiança suficiente de que a inflação está indo em direção à meta de 2%.
Assim, os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) avançam levemente, mas o dólar cai ante as principais moedas, com as bolsas europeias avançando após indicadores. Nesta quinta-feira, há discursos de dirigentes do banco central americano que poderão ajudar nas apostas para a política monetária dos EUA.
As bolsas europeias ainda avançam na esteira do Índice de Preço ao Produtor (PPI) da zona do euro menor do que o esperado, além de dados dos Índices de Gerente de Compras (PMIs) da zona do euro, da Alemanha e do Reino Unido sugerindo expansão econômica, ficando acima de 50. Agora, os investidores europeus esperam a ata do BCE.
Na Ásia, o sinal foi de alta nas bolsas – confira a cobertura completa aqui.
Os mercados hoje no Brasil
A valorização moderada dos índices futuros de ações de Nova York pode favorecer o Ibovespa. Porém, o recuo do minério de ferro em Cingapura – em Dalian não há negócios por conta de feriado na China – tende a limitar eventual ganho no mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, a indefinição do petróleo pode ser um fator de volatilidade na Bolsa, que ainda avalia a afirmação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a retenção dos dividendos extraordinários recentemente pela Petrobras (PETR3; PETR4).
Os ADRs (recibos que permitem a investidores comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da estatal cedem no pré-mercado de Nova York, enquanto os da Vale (VALE3) sobem. Além de monitorarem o exterior, os ativos domésticos ainda focarão nas divulgações internas, sobretudo o mercado de câmbio.
Nesta quinta-feira (4), sairão a balança comercial de março, cuja mediana é de superávit de US$ 6,950 bilhões, e o resultado das contas do setor externo de fevereiro, com déficit estimado em US$ 3,300 bilhões, e Investimentos Diretos no País (IDP) de US$ 6,900 bilhões.
Agenda do dia
O diretor do BC Gabriel Galípolo faz palestra à noite em São Paulo. Antes, serão divulgados os dados do setor externo de fevereiro e a balança comercial de março (15h).
Nos EUA, vários dirigentes do Fed discursam e ainda sairão o saldo comercial (9h30) e os pedidos de auxílio-desemprego (9h30).