No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 157,85 ienes, o euro avançava a US$ 1,0741 e a libra tinha alta a US$ 1,2708. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,06%, a 105,256 pontos. As vendas no varejo dos EUA caíram 0,1% em maio, na comparação mensal, abaixo dos 0,3% estimados por analistas consultados pela FactSet. O resultado veio acompanhado por revisões para baixo nos números de abril, de estabilidade para queda de 0,2% no confronto mensal.
A Capital Economics avalia que o resultado é consistente com um crescimento fraco do PIB americano no segundo trimestre de 2024 e reflete que as famílias podem não ser “tão resistentes a taxas de juros mais altas como estávamos começando a acreditar”. Na arena política, a eleição da França para o Legislativo segue como foco importante. O Danske Bank comenta que o fato de que Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional, dizer que pretende trabalhar com o presidente Emmanuel Macron se eleita deu alívio a ativos franceses.
O Barclays diz que as pesquisas mostram a coalizão de Macron “espremida” entre a coalizão de esquerda e a extrema-direita. Os dois cenários mais prováveis significariam uma divisão de poder entre o Exército e o Legislativo, ou um governo de “coabitação”, como se diz no país. O rublo russo opera com forte valorização, dando continuidade ao processo visto desde a semana passada, quando uma nova rodada de sanções foi imposta pelo Ocidente sobre a Rússia e resultou na suspensão de operações em dólares e euros na Bolsa de Moscou.
Operadores observam que o controle de capitais no país, a alta taxa de juros e as ações do Kremlin para driblar as sanções também influenciam a moeda russa. No fim da tarde, o dólar caía a 85,3739 rublos, enquanto ontem, o dólar era negociado a 88,4730 rublos.