Para este ano, Neto explica que o objetivo da Suno é fortalecer ainda mais as duas estratégias já existentes, a de crédito e a de fazendas. “Não vamos fazer mais emissões no fundo de fazendas este ano. Vamos consolidar essa operação, mas ano que vem nós vamos querer crescer o fundo de fazendas, olhando outras regiões do Brasil”, explica, dizendo ainda que o fundos SNFZ11 será listado na bolsa em meados de agosto.
Neste crescimento na área de agro para este ano, a estratégia é crescer na gestão de fundos de terceiros, como ocorreu recentemente com o Fiagro estruturado em parceria com a fintech mineira Bigtrade. “Tentar buscar outros investidores em fundos customizados, desenhados para o cliente. Não são fundos que usam a marca Suno”, afirma Neto.
Recentemente o mercado de Fiagros passou por momentos de turbulência, com a inadimplência nos fundos e, consequentemente, a venda de cotas por porte dos investidores. Mas Neto explica que este momento já passou e agora os fundos estão voltando ao momento de estabilidade e retomada das cotas por parte dos investidores. O especialista lembra ainda que o investimento no agronegócio é de longo prazo, ou seja, mais de 10 anos.
“Anunciaram a tempestade no agro, mas essa tempestade não aconteceu. Fizemos um estudo aqui na Suno, que mostrou que a inadimplência dos Fiagros era 1,5% dos fundos no mercado geral, na indústria de Fiagros, e a inadimplência na carteira de crédito dos bancos também era de 1,5%. Então, não existe diferença na inadimplência que corre no mercado bancário, da que corre na indústria de Fiagros”, afirma.
Neto explica ainda que a diferença nessa comparação da inadimplência, é que nos banco os investidores tradicionalmente já sabem que é um acontecimento histórico, “já nos Fiagros, quando vem esse anúncio de tempestade, os investidores vendem as cotas. Isso acaba mexendo com a cabeça do cotista. Nunca existiu uma crise no agro. Temos um problema conjuntural e estrutural no Brasil onde o preço de algumas commodities caiu, mas em outras estão atingindo preços recordes. O investidor ainda está aprendendo a lidar com a volatilidade do mercado de agronegócio”, pontua.