Ainda na agenda local, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro, por meio da presidência do G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) – que neste ano está com o Brasil.
Além disso, o BC fará a divulgação dos votos do Conselho Monetário Nacional (CMN) da reunião de terça-feira (23). Segundo apurou a reportagem, na reunião tiveram votos agrícolas e sobre o Rio Grande do Sul.
A temporada de balanços continua. Nesta quarta-feira, é a vez do Santander (SANB11) e Neoenergia (NEOE3) divulgarem seus resultados financeiros.
Confira os 4 assuntos mais importantes do mercado hoje
Bolsas internacionais
A cautela toma conta dos mercados globais nesta quarta-feira, em meio a balanços e dados de atividade. O resultado da Tesla (TSLA34), a montadora de veículos elétricos, e o balanço da Alphabet (GOGL34), controladora do Google, azedam o humor no pré-mercado em Nova York e respingam nas praças europeias.
Os papéis das duas empresas estão em forte queda, assim como os do banco alemão Deutsche Bank, que teve o primeiro prejuízo desde 2020.
Também na Europa, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro atingiu em julho o menor nível em cinco meses e mostra estagnação da atividade. Na Alemanha, o PMI composto caiu ao menor nível em quatro meses e mostra contração.
Eleições nos EUA
As eleições presidenciais também não saem do radar. A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, lidera a corrida eleitoral com 44% das intenções de voto na disputa com o ex-presidente republicano Donald Trump, que tem 42%, de acordo com a pesquisa conduzida pelo instituto Ipsos para a agência Reuters divulgada na terça-feira (23), realizada logo após a desistência do presidente Joe Biden de concorrer à Casa Branca.
Commodities
Entre as commodities, as quedas petróleo e de 1,65% do minério de ferro em Dalian, na China, tendem a pressionar as ações na B3.
Mercado brasileiro
O EWZ, principal fundo de índice (ETF) do Brasil negociado em Wall Street, operava estável perto das 7h30 no pré-mercado.
A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, disse na terça-feira (23) que o problema dos gastos no Brasil se relaciona aos crescentes gastos tributários, com renúncias fiscais, e não a benefícios sociais bem aplicados. Indagada sobre como equilibrar a necessidade de corte nos gastos com a determinação do presidente Lula de “colocar o pobre no Orçamento”, a ministra disse que a resposta é gastar bem o dinheiro público.
Segundo Tebet, a distribuição dos cortes nos gastos públicos, que somam R$ 15 bilhões, será informada em decreto presidencial, no próximo dia 30, após o relatório bimestral que avalia o comportamento de receitas e despesas no mercado hoje.
*Com informações do Broadcast