• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Número de mulheres na B3 acelera, mas o caminho ainda é longo

Desigualdade financeira e patrimonial e menos acesso à educação financeira são problemas que devem ser enfrentados

Por Carol Sandler

21/12/2020 | 7:56 Atualização: 21/12/2020 | 7:56

Receba esta Coluna no seu e-mail
Foto: Evanto Elements
Foto: Evanto Elements

O número de investidoras na B3 bateu um recorde histórico no final de novembro: somos hoje 26% do total de cadastros na Bolsa, de acordo com os dados divulgados na semana passada pela B3. Parece pouco? Em 2002, éramos apenas 17%.

Leia mais:
  • Onde Investir em 2021: Tudo o que você precisa saber para se planejar
  • De mulheres nas finanças ao Pix: As ideias defendidas pelo Nubank
  • Aprenda com essas 4 séries sobre investimento
Cotações
11/02/2026 6h37 (delay 15min)
Câmbio
11/02/2026 6h37 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Chama atenção o salto entre 2019 e 2020. O número de mulheres investidoras mais do que dobrou, passando de 388 mil para 825 mil investidoras. Esse crescimento foi generalizado, mas o número de homens investidores não avançou na mesma velocidade.

Este é um indicador que a população inteira precisa prestar atenção – ele mostra, indiretamente, a popularização do investimento em renda variável. Historicamente, as mulheres tiveram pouco acesso ao mercado financeiro. Sua possibilidade de gerar renda e crescer na carreira começou a evoluir somente após a introdução da pílula anticoncepcional, no final dos anos 1960, que trouxe consigo a perspectiva de fazer um planejamento familiar.

Publicidade

Mas não é apenas a questão histórica que explica o fato de as mulheres serem minoria no total de investidores. Um fator que tem um peso desproporcional é a desigualdade salarial. Segundo o IBGE, a mulher ganha, na média 77% do salário de um homem – e essa diferença cresce conforme o nível de escolaridade avança. Com menos renda disponível, é inevitável ter menos interesse em investimentos mais arriscados.

E é aí, na minha visão, que vem o pulo do gato. O terceiro fator é a falta de confiança e a percepção distorcida de risco. Nestes 8 anos em que trabalho com educação financeira para mulheres, venho perguntando para elas o que as impede de investir. A resposta é sempre a mesma: “tenho medo”.

Este medo tem muitas origens. Ele é explicado pela falta de conhecimento e pelo receio de perder todo o patrimônio. Vale lembrar que muitas ainda sentem o impacto do trauma do confisco da poupança, tenha ele sido vivido diretamente, ou herdado em família. Mas sem educação financeira básica, é impossível reverter este temor. O medo de perder tudo paralisa a mulher – ela não aceita correr risco algum, para não se colocar em uma posição de vulnerabilidade.

O problema é que ao não investir, ela também fica em uma situação vulnerável, muitas vezes sem perceber. Além da desigualdade salarial, é fundamental discutir a desigualdade patrimonial. Ao ganhar menos e investir menos, a mulher não tem a mesma possibilidade de construir um patrimônio e, com ele, garantir a sua independência.

Publicidade

Este medo é exacerbado entre as mulheres pela sua falta de conhecimento sobre os produtos e serviços do mercado financeiro. Com menos educação financeira que os homens, as mulheres têm menos acesso a conteúdo que pode guiar escolhas sustentáveis de investimento.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) realizou um estudo sobre educação financeira e concluiu que para uma iniciativa de educação financeira funcionar, ela precisa ser segmentada. O “modelo único” não funciona para todo mundo, pois nem todo mundo sai do mesmo ponto de partida. E os dois grupos que mais têm necessidade de acesso a este tipo de conhecimento? Na visão da instituição, crianças e mulheres.

As mulheres não só por todos os motivos que citamos aqui, mas também pelo fato de que elas são multiplicadoras. Ao aprenderem a lidar melhor com seu dinheiro, elas compartilham isso com sua família e amigas. A sociedade inteira é impactada positivamente.

Com acesso ao básico da educação financeira, a mulher tem mais capacidade de construir confiança e começar a investir – e é somente assim que ela vai poder montar o seu patrimônio, garantir a sua independência e, de quebra, aumentar o porcentual de mulheres investidoras.

Publicidade

Temos um longo caminho a percorrer até chegarmos aos 50% dos CPFs na Bolsa. Mas não se engane: quando isso acontecer, será sinal de que temos uma sociedade mais justa, igualitária e que dá as mesmas oportunidades para todos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • b3sa3

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Resultados de Suzano e Klabin no 4T25 devem decepcionar no curto prazo, mas analistas veem forte valorização

  • 5

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

Publicidade

Quer ler as Colunas de Carol Sandler em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Imagem principal sobre o INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Logo E-Investidor
INSS: como receber o primeiro pagamento dos benefícios?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Últimas: Colunas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio
Erich Decat
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio

Mercado financeiro avalia cenários para 2026 e 2030 diante do avanço de Flávio Bolsonaro e da possível ausência de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial

09/02/2026 | 14h38 | Por Erich Decat
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador