Ainda na agenda econômica hoje, serão conhecidos os dados de transações correntes e Investimentos Diretos no País (IDP) de outubro. No exterior, está previsto o índice de atividade nacional de outubro.
O mercado doméstico traz, nos dias seguintes, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro na terça-feira (26); Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na quinta-feira (28); além de setor público consolidado e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de outubro na sexta-feira (29).
Já na agenda internacional dos próximos dias, a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) será publicada nesta terça-feira (26). O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA de outubro e a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre saem na quarta-feira (27).
Na Europa, os destaques são os índices de inflação ao consumidor de novembro da Alemanha, na quinta-feira (28), e da zona do euro na sexta-feira (29).
Confira os 4 assuntos mais importantes do mercado financeiro hoje
Bolsas internacionais
Os índices futuros de Nova York sobem, enquanto os juros dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) e o dólar ante moedas principais recuam em reação à escolha de Scott Bessent para liderar o Tesouro dos EUA com a missão de conter a dívida do país.
A moeda americana caiu também frente à chinesa depois de o Banco do Povo da China (PBoC) deixar a taxa da linha de empréstimo de médio prazo inalterada. Mas o euro e a libra desaceleraram após o índice de sentimento das empresas da Alemanha cair além do esperado.
A dirigente do Banco da Inglaterra (BoE) Clare Lombardelli afirmou que o BC deve ficar vigilante sobre sinais de desaceleração econômica.
O Kremlin acusou o presidente americano, Joe Biden, de dificultar tentativas de Donald Trump – o candidato eleito nos EUA – de negociar a paz na Ucrânia quando assumir a presidência. No foco, está uma reunião, na terça-feira (25), entre Ucrânia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para discutir o recente ataque de Moscou à cidade de Dnipro, com um míssil hipersônico experimental.
Carrefour (CRFB3)
A decisão do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, anunciada na última quarta-feira (20), de não vender na França carnes provenientes dos países do Mercosul segue refletindo negativamente no Brasil. Seis entidades do agronegócio e da indústria divulgaram uma carta sugerindo suspensão no fornecimento local.
A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) convocou empresários a se engajarem em um boicote. Frigoríficos brasileiros pararam de fornecer carnes ao grupo no Brasil, o que engloba também Atacadão e Sam’s Club, afetando pelo menos 150 das 540 lojas no País até sábado (23).
Por outro lado, o Carrefour voltou a afirmar que não há desabastecimento de carne nas lojas do País e que a venda do produto acontece normalmente. “É improcedente a alegação de que hoje há desabastecimento de carne nas lojas do Grupo Carrefour Brasil”, afirmou a rede varejista, em nota enviada na noite de sábado.
Commodities
O petróleo recua em torno de 0,40% após subir cerca de 6% na semana passada. Já o minério de ferro vai na direção contrária com avanço de 0,84% nos mercados de Dalian, na China.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Petrobras (PETR3; PETR4) recuavam 0,40% no pré-mercado de Nova York, por volta das 08h15 (de Brasília). Já os ADRs da Vale (VALE3) operavam em estabilidade.
Pacote fiscal e mercado brasileiro
De sobreaviso para o anúncio das medidas fiscais, o mercado pode ficar volátil e com liquidez mais enxuta. O Ibovespa hoje pode ter desempenho contido.
Economistas aguardam o pacote de contenção para avaliar a sua viabilidade em meio à percepção de que pode não derrubar a cotação do dólar, que subiu a R$ 5,8144 na sexta-feira (22). O mercado já trabalha com o valor de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos, mas a grande preocupação é com a estrutura.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que os gastos públicos deverão ser um dos principais assuntos abordados no Congresso, após a conclusão da reforma tributária. Deve repercutir também no mercado financeiro hoje o bloqueio de mais R$ 6,0 bilhões no orçamento deste ano.
* Com informações do Broadcast