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Investimentos

Por que o Itaú (ITUB4) diminui pessimismo com a Bolsa, mesmo com Selic em 14,25%

Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do banco, traçou perspectivas para o mercado

Por Jenne Andrade

19/03/2025 | 18:41 Atualização: 19/03/2025 | 18:41

Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco
(Foto: SM2 Estúdio)
Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco (Foto: SM2 Estúdio)

No final do ano passado, o Itaú (ITUB4) estava bastante pessimista em relação à Bolsa. O banco chegou a recomendar, para um perfil de investidor moderado, uma alocação de apenas 3% em ações brasileiras, o que equivale a uma visão negativa de “-1” na escala estratégica da instituição.

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Contudo, este panorama mudou. Agora, em vez de visão negativa, o Itaú está neutro em Bolsa, o que equivale a uma alocação de 5% para investidores moderados. Essa melhora de perspectivas acontece em função de uma conjuntura internacional mais favorável para o mercado interno, independentemente da alta da taxa básica de juros Selic para 14,25% ao ano, maior patamar desde 2016, e sem perspectivas de melhora na parte fiscal.

Nos EUA, as incertezas trazidas pela guerra comercial traçada pelo presidente Donald Trump estão impactando o dólar, que perde força globalmente. Somente em 2025, por exemplo, a divisa americana já cedeu 8,5% contra o real.

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De acordo com Martin Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco, a queda do dólar retira parte da pressão inflacionária no Brasil, o que já melhora o ambiente de negócios. Além disso, as medidas tomadas pelo governo Trump estariam desfazendo a lógica do “excepcionalismo americano”, de que as Bolsas americanas seriam sempre o grande destino do capital mundial.

Os investidores temem que a imposição de tarifas a produtos estrangeiros e a política fiscal expansionista do republicano culminem em inflação mais alta e intensifiquem a desaceleração da economia americana. Com isso, outras regiões entram no foco, como Europa e China, e o fluxo de capital no mundo se redesenha.

O Brasil ganha com isso. “Muito do que a gente viu aqui de recuperação da bolsa local foi o investidor estrangeiro rodando suas carteiras, saindo um pouco dos Estados Unidos e redistribuindo em outras regiões. Então, bolsa local está no cenário hoje melhor do que estava no fim do ano”, diz Iglesias.

Frente à queda do dólar e a volta do capital externo, o Itaú atualizou as projeções para a Selic “terminal”, de 15,75% ao ano para 15,25% ao ano. Os cálculos para o dólar até o fim do ano também saíram de R$ 5,90 para R$ 5,75.

Onde investir?

Em Bolsa brasileira, o Itaú recomenda a divisão entre ações brasileiras e papéis de empresas americanas hedgeadas em real. Ainda assim, a renda fixa reina no portfólio, com 53% de recomendação de alocação em pós-fixados, como o Tesouro Selic, 27% em títulos atrelados à inflação e 5% em prefixados. O Itaú também indica que 3%% do portfólio seja alocado em afundos de renda fixa ativos, que buscam superar o benchmark e 7% em multimercados.

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“Eu acho que tem um cenário bom para o investidor. Tem tanto um espaço interessante na renda fixa, como um cenário melhor para a bolsa”, diz Iglesias, especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú.

Confira aqui mais notícias da cobertura da decisão do Copom sobre a Selic nesta Super Quarta.

 

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