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Moody’s rebaixa classificação de risco de crédito dos EUA; veja os motivos

Diante da nova avaliação, a agência também decidiu alterar a perspectiva de negativa para estável

Por Thais Porsch

16/05/2025 | 18:46 Atualização: 16/05/2025 | 18:46

Estados Unidos (Foto: Adobe Stock)
Estados Unidos (Foto: Adobe Stock)

A Moody’s Ratings rebaixou (avaliação que mostra o risco de crédito) nesta sexta-feira (16) os ratings de emissor de longo prazo e sênior sem garantia dos Estados Unidos de ‘Aaa’ para ‘Aa1’ e alterou a perspectiva de negativa para estável.

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O rebaixamento, de acordo com a Moody’s, reflete o aumento de mais de uma década da dívida do governo e dos índices de pagamento de juros para níveis significativamente mais altos do que os de soberanos com classificação semelhante.

“As sucessivas administrações e o Congresso dos EUA não conseguiram chegar a um acordo sobre medidas para reverter a tendência de grandes déficits fiscais anuais e custos de juros crescentes. Não acreditamos que reduções plurianuais significativas nos gastos obrigatórios e nos déficits resultarão das atuais propostas em consideração”, explica a agência de classificação de risco.

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A Moody’s aponta, na próxima década, déficits maiores à medida que os gastos com direitos aumentam, enquanto a receita do governo permanece praticamente estável.

“Prevemos que o ônus da dívida federal dos EUA aumentará para cerca de 134% do PIB até 2035, em comparação com 98% em 2024”, diz a agência, acrescentando que, apesar de desacelerar no curto prazo, o crescimento do PIB de longo prazo dos EUA não deve ser afetado de forma significativa pelas tarifas.

A perspectiva estável reflete os pontos fortes de crédito excepcionais, incluindo o dólar como moeda reserve dominante, e a Moody´s espera que o país continue com seu longo histórico de política monetária eficaz, liderada por um Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) independente. Os tetos de longo prazo em moeda local e estrangeira dos EUA permanecem em ‘Aaa’.

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