Em nota emitida no dia da operação da PF, o Banco Genial disse que foi surpreendido ao ver seu nome mencionado nas notícias relacionadas à investigação. “A Instituição esclarece que tomou conhecimento do assunto unicamente pela imprensa e, até o presente momento, não recebeu qualquer notificação oficial sobre a existência de procedimentos investigativos que a envolvam, seja direta ou indiretamente.”
O banco está relacionado ao Radford Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado, um dos fundos investigados sob a alegação de lavagem de dinheiro do PCC. Veja a lista completa dos fundos envolvidos aqui.
Em nota, a instituição disse que o ativo foi originalmente estruturado por outros prestadores de serviços, mas transferido ao Banco Genial em agosto de 2024 mantendo o investidor exclusivo e os ativos que integravam a carteira. E que promoveu as “devidas diligências”.
“Diante da menção do Fundo em mídias de conotação negativa e até que os fatos sejam esclarecidos, o Banco Genial tomou a decisão de renunciar nesta data à prestação de todos os serviços ao Fundo”, diz a nota.
O banco disse ainda que “sempre conduziu suas atividades com base nos mais elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório, em estrita observância à legislação e regulamentação aplicáveis”.
A Trustee foi mais direta: em uma nota curta, também publicada no dia 28, disse que renunciou à administração de todos os fundos envolvidos na investigação antes mesmo de a operação ser deflagrada. A decisão foi da área de compliance da gestora, por “desconformidade de atualização cadastral” identificada há alguns meses.
“A empresa tem processos rigorosos de diligência e constante averiguação das aplicações nos fundos e perfil de seus cotistas. Ressalta, ainda, que não possui qualquer relação pessoal com os investigados”, diz a nota.