Esse cenário aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) iniciará sua atuação em breve, em um processo que deve se estender por mais tempo do que se imaginava anteriormente.
Como reflexo, os índices futuros de Nova York registram leve alta nesta manhã, mesmo após as bolsas americanas renovarem recordes no pregão de ontem.
Em outros mercados, o dólar perde força frente a outras moedas, os rendimentos dos Treasuries avançam de forma moderada, os contratos futuros do petróleo acumulam o segundo dia consecutivo de ganhos e o minério de ferro em Dalian engatou a sexta alta seguida, com valorização de 2,03% na madrugada, a US$ 112,89 por tonelada – o maior fechamento em mais de seis meses, apoiado em sinais de recuperação da demanda na China.
A combinação de bolsas no exterior em alta e valorização das commodities tende a favorecer os ativos domésticos nesta terça-feira (9).
Ainda assim, incertezas podem limitar uma recuperação mais consistente, especialmente diante do risco de novas sanções dos Estados Unidos ao Brasil. Ontem (8), o subsecretário americano de Diplomacia Pública, Darren Beattie, afirmou que a administração de Donald Trump seguirá aplicando restrições ao ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pela Lei Magnitsky.