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Colunista

Por que a saúde mental piora enquanto o mercado perde bilhões?

A crise de saúde mental atravessa gerações, aumenta afastamentos, desafia líderes, empresas e ameaça nosso futuro.

Por Ana Paula Hornos

20/09/2025 | 6:00 Atualização: 19/09/2025 | 10:23

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Ansiedade, depressão e burnout se multiplicam no Brasil. Entenda como o colapso das velhas certezas expõe a crise de saúde mental entre gerações. (Imagem: Adobe Stock)
Ansiedade, depressão e burnout se multiplicam no Brasil. Entenda como o colapso das velhas certezas expõe a crise de saúde mental entre gerações. (Imagem: Adobe Stock)

Vivemos um tempo em que as velhas certezas desmoronaram. As fórmulas que garantiam futuro – trabalhar duro, conquistar estabilidade, ascender degrau por degrau – já não funcionam. E, sem um roteiro claro, cada geração se vê perdida, tentando aplicar regras ultrapassadas a um jogo que mudou de tabuleiro.

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No consultório, vejo jovens amargurados, pressionados a serem bem-sucedidos à luz das referências familiares, mas sem ferramentas para aplicar esses modelos em um mundo acelerado pela tecnologia e pela incerteza. Ao mesmo tempo, os mais velhos também sofrem: aquilo que um dia lhes trouxe sentido e segurança deixou de servir. E, ao exigir dos mais jovens a mesma disciplina de antes, encontram apenas um abismo.

O resultado está nos números. Segundo o SmartLab de Trabalho Decente, iniciativa conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho, os afastamentos por transtornos de saúde mental mais que dobraram em apenas dois anos: de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024. Entre a Geração Z, a ansiedade já responde por mais da metade dos casos. Entre os boomers, é a depressão que predomina. Até o burnout, antes associado a executivos exaustos, hoje aparece com igual força entre jovens iniciando suas carreiras.

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E mesmo o descanso deixou de ser descanso. O tempo livre virou tela: rolagens infinitas nas redes sociais, notificações que não cessam, jogos online que prendem a atenção por horas e apostas que prometem uma saída rápida. São estímulos constantes que impedem o cérebro de silenciar.

Dorme-se mal, come-se mal, e multiplica-se o recurso aos medicamentos. Vivemos a era da medicalização do sofrimento, não apenas como tratamento legítimo, que salva vidas e é indispensável para muitos, mas também como anestesia social para dores que não sabemos mais como enfrentar.

Agora, além dos comprimidos para calar a mente, multiplicam-se as injeções de emagrecimento, usadas não só para tratar doenças, mas como promessa de controlar a ansiedade através do corpo. Comemos nossa angústia e depois tentamos apagá-la com agulhas. E quando não é pelo corpo, anestesiamos na mente: em cada clique, jogo ou aposta que vicia, fingimos aliviar a dor que continua latente.

Mas aqui está a contradição: quando a nova geração busca qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar como alternativa, muitas vezes é taxada de frágil. E, no entanto, nem o esforço disciplinado do passado nem o “equilíbrio fácil” prometido hoje têm dado conta. O mundo exige novos caminhos e ainda não aprendemos a construí-los.

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Mas o caminho não passa por soluções simplistas. Ele exige segurança psicológica em todos os âmbitos da vida: a generosidade ampliada entre pessoas, a escuta verdadeira entre famílias, gestores e equipes, e canais confiáveis onde se possa falar do que dói.

Se a inteligência artificial já opera a partir da inteligência coletiva, por que nós, humanos, ainda insistimos em polarizar, em vez de somar saberes entre gerações? O conhecimento hoje não pode mais ser apenas vertical: do pai para o filho, do chefe para o subordinado. Precisa ser construído em conjunto, no aqui e agora, num mundo incerto.

É também necessário abandonar a ideia de que vida pessoal e profissional são compartimentos separados. A pandemia e o home office borraram essas fronteiras, mas, na verdade, elas nunca existiram de fato. Dentro de cada ser humano, os lados pessoal, familiar e profissional sempre estiveram indissociáveis. A verdadeira saúde mental nasce justamente dessa integração: de permitir que a empresa seja um espaço de pertencimento tão humano quanto um lar.

Não se trata de perder resultados. Ao contrário: é da escuta, da cooperação e do acolhimento que nasce a produtividade sustentável. Porque pessoas inteiras entregam mais do que pessoas partidas.

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Se não entendermos isso, seguiremos anestesiados, tentando calar com comprimidos, agulhas, telas, apostas e afastamentos do trabalho, um grito que só será apaziguado quando encontrarmos novos vínculos, novas formas de compartilhar saberes, um novo jeito de viver juntos e um sentido maior que nos devolva fé e esperança. É desse lugar de inteireza que nascem também os resultados duradouros.

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