O maior crescimento foi reportado no estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR), que cresceu 21% em novembro ante igual mês do ano anterior, de R$ 464,17 bilhões para R$ 559,80 bilhões, distribuídos em 400 mil certificados. O tíquete médio dos títulos recuou 7% na comparação anual, para R$ 1,40 milhão. Já na comparação entre as safras, houve queda de 8% no registro de CPRs de julho a novembro da temporada 2025/26 ante 2024/25, passando de R$ 188,51 bilhões para R$ 174,07 bilhões registrados.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) apresentaram alta de 18% nos estoques na comparação anual, a R$ 603,33 bilhões. A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 362,00 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 42% mais do que um ano antes.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), por sua vez, subiram 17%, para um estoque de R$ 173,71 bilhões em novembro. Já o estoque dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuou 15%, a R$ 32,26 bilhões ao fim de novembro.
O patrimônio líquido dos Fiagros era de R$ 43,1 bilhões ao fim de março, dados mais recentes, avanço anual de 13%, em 142 fundos administrados, distribuído em 44,6% em fundos imobiliários, 39,4% em fundos de participações e 16% em direitos creditórios.
O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil.