Ainda na pauta doméstica, sai o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da 3ª quadrissemana de janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda em Maceió (AL) relacionada aos programas Agora Tem Especialistas e MCMV e também participa em Salvador (BA) do encerramento do 14º Encontro Nacional do MST.
Em paralelo, o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, visita concessionária da Iveco e da Volkswagen. O governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participa da entrega casas em Embu das Artes.
As prévias de janeiro dos PMIs dos EUA serão divulgadas, assim como a pesquisa da Universidade de Michigan sobre sentimento do consumidor americano. O First Citizens BancShares publica balanço antes da abertura do mercado em NY. Também é o último dia do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Ibovespa hoje: os destaques do mercado de ações nesta sexta-feira (23)
Bolsas globais caem com setor de tecnologia e tensões geopolíticas
Os índices futuros de Nova York operam em queda, pressionados pelo tombo de mais de 13% da Intel após as projeções do balanço e pela fraqueza de outras empresas de semicondutores, como Nvidia e Broadcom, em um cenário que ainda reflete a volatilidade da semana por tensões envolvendo a Groenlândia.
As bolsas europeias caem, apesar dos PMIs na região acima das previsões. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse preferir evitar um ataque ao Irã, pediu ajuda da Otan para proteger a fronteira com o México e afirmou que haverá novidades sobre a Groenlândia em duas semanas, com envolvimento da aliança.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reúne-se hoje com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, para tratar do tema. Sobre a Ucrânia, Trump avaliou positivamente contatos entre Rússia e Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que garantias de segurança dependem do fim do conflito. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu reforço da segurança no Ártico e apoio à Ucrânia.
O dólar recua ante o iene após a premiê do Japão, Sanae Takaichi, dissolver a Câmara Baixa e convocar eleição antecipada para o dia 8, enquanto o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que pode intervir no mercado de títulos após manter juros em 0,75% ao ano, o maior nível em três décadas.
PF investiga aportes do fundo de previdência do Rio no Master
Conforme apurado pelo Estadão, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades em aportes do fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro em títulos do Banco Master.
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do Rioprevidência e contra gestores do fundo. São alvos o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master. Confira a reportagem completa do Estadão.
Commodities em alta: veja como reagem os ADRs de Vale e Petrobras
Os preços do petróleo operam em alta, em recuperação após o tombo de até 2% registrado na véspera. Nesta manhã, o petróleo WTI para março subia 0,49%, a US$ 59,66 o barril, e o Brent para março avançava 0,45%, a US$ 64,36 o barril.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em alta de 1,21%, cotado a 795 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 113,99.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) avançavam 0,83% no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,18%.
O que esperar do Ibovespa hoje
O mau humor externo pode induzir uma realização pontual ao Índice Bovespa hoje, após fechar no terceiro recorde consecutivo, aos 175.589 pontos (+2,20%) ontem, acumulando alta de 9% no ano, no maior ganho diário desde abril de 2023, impulsionado por entrada de estrangeiros e o alívio das tensões entre EUA e Europa.
O real pode passar por pressão também na abertura, em meio a quedas de alguns pares emergentes ligados a commodities e após o dólar à vista cair ontem a R$ 5,2845 (-0,68%), mínima desde novembro de 2025, embalada pelo fluxo positivo para emergentes.
Sem dados locais relevantes, os investidores devem ficar no aguardo da forte agenda da próxima semana, com IPCA-15 em janeiro e as decisões de juros do Copom e do Fed. No câmbio, estão previstos também leilões de rolagem de linhas de até US$ 2 bilhões, que vencem em 3 de fevereiro, e de swap com vencimento em março.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast