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Moody’s reafirma rating e perspectiva positiva da nota da Suzano

A alavancagem recuou do pico de 4,9 vezes no fim de 2024 para 3,9 vezes em setembro de 2025

Por Crisley Santana

28/01/2026 | 20:19 Atualização: 28/01/2026 | 20:19

Nos últimos cinco anos, a Suzano manteve margem Ebitda. (Imagem: Adobe Stock)
Nos últimos cinco anos, a Suzano manteve margem Ebitda. (Imagem: Adobe Stock)

A Moody’s Ratings manteve a nota de emissor de longo prazo Baa3 da Suzano (SUZB3) e a mesma classificação para a dívida sênior sem garantia da Suzano Netherlands, preservando a perspectiva positiva. Segundo o relatório, a agência acredita que a companhia continuará fortalecendo suas métricas de crédito nos próximos anos, apoiada pelo aumento do fluxo de caixa livre, política financeira disciplinada e iniciativas voltadas à eficiência e diversificação.

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A expectativa é de que a melhora dos fundamentos de oferta e demanda em 2026 e 2027, com recuperação dos preços e normalização do crescimento da capacidade global, contribua para esse cenário.

A Moody’s prevê que a desalavancagem impulsionada pelo fluxo de caixa prosseguirá, já que a administração da Suzano prioriza o fortalecimento do balanço, mantendo investimentos focados em manutenção e projetos estratégicos selecionados. Distribuições aos acionistas deverão respeitar metas de alavancagem e liquidez.

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A inclusão das operações internacionais de papel tissue e papelcartão tende a estabilizar os ganhos, dada a demanda considerada previsível e o potencial de sinergia. A agência projeta que a alavancagem ajustada cairá para abaixo de 3,0 vezes – entre 2,9 vezes e 2,5 vezes – até o fim de 2027.

O relatório ressalta a posição da Suzano como maior produtora mundial de celulose de mercado e principal fabricante brasileiro de papel para impressão e escrita, papelcartão e tissue. O perfil de custo estruturalmente baixo decorre da alta integração vertical, autossuficiência em fibra de madeira e energia, além de fábricas próximas a florestas e infraestrutura portuária.

A Moody’s destaca ainda acordos de fornecimento de longo prazo, ampla distribuição geográfica e recentes aquisições – como as operações de tissue fora dos Estados Unidos da Kimberly-Clark e as fábricas de papelcartão nos EUA da Pactiv – que ampliaram escala e presença internacional, reduzindo a volatilidade dos ganhos.

Nos últimos cinco anos, a Suzano manteve margem Ebitda (sigla em inglês para Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustada média de 54,1%. Mesmo com recuo de cerca de 12,7% nos preços médios da celulose nos 12 meses encerrados em setembro de 2025 ante 2024, a margem ficou em 50,8%, depois de 46,5% no ponto mais fraco do ciclo em 2024. A liquidez é classificada como ampla: US$ 4,4 bilhões (R$ 23,6 bilhões) em caixa, US$ 1,3 bilhão em linhas de crédito comprometidas totalmente disponíveis e ausência de vencimentos relevantes antes de 2029.

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A Moody’s aponta que, nos últimos cinco anos, caixa e investimentos de curto prazo cobriram a dívida de curto prazo em média 4,0 vezes, sinalizando gestão financeira conservadora.

Por outro lado, a agência observa que a classificação ainda é limitada pela volatilidade inerente à indústria de celulose e por um nível de alavancagem que, embora em queda, permanece elevado. Mesmo após a aquisição da Kimberly-Clark, cerca de 78% do Ebitda continua atrelado à celulose.

A alavancagem, porém, já recuou do pico de 4,9 vezes no fim de 2024 para 3,9 vezes em setembro de 2025, indicando trajetória de desalavancagem, segundo a Moody’s.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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