Além disso, como amplamente esperado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês; órgão responsável pela definição da política monetária dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros americana inalterada na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A partir de agora, a atenção dos investidores deve se voltar para a indicação de um novo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, cuja nomeação está prevista para breve e pode sinalizar os rumos futuros da política monetária do país.
Nos demais mercados, o dólar segue em trajetória de enfraquecimento frente às principais moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados os ativos mais seguros do mundo) avançam. Já o ouro, tradicional ativo de proteção, permanece negociado acima de US$ 5.500 por onça-troy, unidade de medida utilizada no mercado internacional de metais preciosos.
Entre as principais commodities (matérias-primas com preços definidos no mercado internacional), os contratos futuros do petróleo registram alta, refletindo o aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
Já os preços futuros do minério de ferro subiram 1,78% durante a madrugada na bolsa de Dalian, na China, atingindo US$ 114,95 por tonelada, movimento que pode trazer algum alívio para empresas do setor de mineração.
No Brasil, embora a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, tenha sido mantida em 15% ao ano, ganha força a percepção de que o ciclo de cortes deve, de fato, começar nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central responsável pelas decisões de juros. Essa expectativa tende a funcionar como combustível adicional para o recente movimento positivo dos ativos domésticos, especialmente ações e títulos públicos.