Após a sinalização dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de que deve começar uma calibração dos juros em março, a Bradesco Asset Management (Bram) segue avaliando que a redução da Selic vai ocorrer em passos graduais.
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Após a sinalização dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de que deve começar uma calibração dos juros em março, a Bradesco Asset Management (Bram) segue avaliando que a redução da Selic vai ocorrer em passos graduais.
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No relatório Perspectiva Macro de fevereiro, divulgado nesta segunda-feira (2), a equipe econômica chefiada por Marcelo Toledo mantém seu cenário-base, de cortes no ritmo de 50 pontos-base no juro básico. A taxa deve terminar 2026 em 12%, caindo a 11% até o final de 2027. Enquanto a perspectiva para este ano tem balanço de riscos de alta, a trajetória no ano seguinte dependerá mais da evolução da política fiscal e parafiscal, avaliam os economistas da Bram.
Segundo a gestora de recursos do Bradesco, o recado deixado na última reunião do Copom coincidiu com a visão da casa de que a queda das expectativas de inflação e da inflação corrente permitiriam ao BC iniciar um processo de recalibragem da taxa de juros. A comunicação do colegiado, de acordo com a asset, afasta possíveis cortes de 75 pontos-base, ao apontar que o ajuste será conduzido com “serenidade”.
“No ciclo de 2023, o termo ‘serenidade’ também esteve presente para indicar quedas de 50 pontos-base, procurando afastar o deslocamento das expectativas que estava ocorrendo para cortes de 75 pontos-base ou mesmo 100 pontos-base”, nota a Bram.
Para a gestora, tanto o fato de o Copom ter indicado explicitamente o início do ciclo de ajuste para março quanto o elevado patamar da taxa de juros e o provável tamanho do ciclo são condizentes com a perspectiva da instituição, de que o primeiro ajuste será de 50 pontos-base.
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Já em relação ao orçamento total de cortes – que, na visão da gestora, é a discussão mais importante -, a Bram aponta que o modelo atual do BC é compatível com queda da Selic parecida com a trajetória projetada no boletim Focus, para nível entre 12% e 12,25%, mas “com certo viés de alta”. Também não é possível antever reduções adicionais para além de 12,00% de forma sequencial, diz a equipe econômica da asset do Bradesco.
As demais projeções macroeconômicas da Bram também foram mantidas. A instituição segue prevendo expansão de 2,2% do PIB em 2025 e de 1,8% em 2026; alta de 4,0% do IPCA este ano e de 3,8% no próximo, e taxa de câmbio em R$ 5,45 e R$ 5,70 ao final de 2026 e de 2027, respectivamente.
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