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As bolsas de Nova York encerraram o pregão em recuperação, revertendo parte das quedas observadas ao longo da semana. O movimento ocorreu mesmo com o mercado ainda avaliando anúncios de investimentos robustos no setor de tecnologia — em especial o da Amazon, que surpreendeu ao projetar US$ 200 bilhões em aportes para 2026, acima das expectativas.
O sentimento mais positivo nos EUA foi sustentado pela alta do índice de confiança da Universidade de Michigan, enquanto os rendimentos dos Treasuries subiram e o dólar perdeu força frente às principais moedas, em um ambiente de maior apetite ao risco. O petróleo oscilou ao longo do dia em meio a tensões geopolíticas, enquanto o ouro permaneceu demandado como ativo de proteção. Na Europa, o tom também foi construtivo, embora ainda com certa cautela em empresas mais expostas à temática de inteligência artificial.
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Na B3, apesar da pressão vinda do minério de ferro — que voltou a ser negociado abaixo de US$ 100/ton em parte das referências asiáticas, e da volatilidade do petróleo, que limitou o desempenho do setor, o Ibovespa acompanhou o humor externo e fechou com alta de 0,45%, aos 182.950 pontos com giro financeiro de 30 bilhões.
No mercado de juros, os DIs curtos recuaram, refletindo apostas de corte de 0,5 ponto percentual na Selic em março, enquanto os vencimentos longos preservaram prêmio, deixando a curva ligeiramente mais inclinada na semana. No câmbio, o real se valorizou seguindo o enfraquecimento global do dólar, com apoio adicional do diferencial de juros e de fluxos pontuais. O dólar frente ao real recuou 0,63% aos R$ 5,22.
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