O Scotiabank avalia o atual patamar do barril de petróleo, a US$ 65, e sua influência com os investidores. (Imagem: Adobe Stock)
O atual patamar do barril de petróleo, a US$ 65, tem concentrado o foco dos investidores ao ponto de ignorarem a resiliência estrutural encontrada nas margens de refino e gerar uma distorção de preços nas empresas do setor energético brasileiro, na avaliação do Scotiabank.
Em relatório assinado pelo analista Jorge Gabrich, as empresas do segmento de Refino e Distribuição são vistas em vantagem mesmo com a commodity a US$ 55/barril. O banco elevou o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) de R$ 38 para R$ 44 e da Vibra (VBBR3) de R$ 28 para R$ 32 e recomenda os dois papéis para alocação tática.
A combinação, diz Gabrich, captura a resiliência necessária para o cenário atual, ao mesmo tempo que oferece proteção defensiva caso os preços se aproximem do cenário base do banco, de US$ 55/barril.
“Acreditamos que os prêmios geopolíticos atualmente embutidos no preço têm maior probabilidade de se dissiparem do que aumentarem, inclinando os riscos para baixo em direção ao nosso cenário” detalha o analista.
No entanto, para investidores que permanecem otimistas em relação à recuperação do petróleo bruto, a leitura do Scotiabank é de que a Prio (PRIO3) está melhor posicionada numa condição do barril a US$ 75 devido à sua alavancagem direta ao preço do petróleo. O banco elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 46 para R$ 54 em 2026, potencial valorização de 30%.
O analista ressalta que o setor energético brasileiro oferece um espectro distinto de sensibilidade ao preço que muitas vezes é negligenciado. Enquanto Prio e PetroReconcavo (RECV3) se posicionam firmemente na categoria de “Alta Exposição” do setor upstream, atuando como alavancas diretas no preço do petróleo, a Petrobras ocupa uma posição intermediária, enquanto as distribuidoras Vibra (VBBR3), Ultrapar (UGPA3), Raízen (RAIZ4) operam com baixíssima exposição às oscilações do petróleo bruto, concentrando-se, em vez disso, em margens e volume.
Para Ultrapar (UGPA3), o banco aumentou o preço-alvo R$ 29 ante a R$ 26 e cortou o preço-alvo de PetroReconcavo (RECV3) de R$ 17 para 15.