Nesta quinta-feira (19), porém, o humor virou. Pela manhã, a aérea informou que seu conselho de administração aprovou e homologou um aumento de capital por meio da emissão de 45.477.707.683.900 novas ações, ao preço de R$ 0,000109 por papel.
Com a operação, o capital social passou a R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, já considerando os efeitos do grupamento. O preço por cesta de ações, também ajustado pelo grupamento, foi fixado em R$ 189,48, equivalente ao valor por ação multiplicado por 1.727.900.
A oferta está inserida no plano de reestruturação da companhia nos Estados Unidos, sob o Chapter 11 do United States Bankruptcy Code, e tem como objetivo captar novos recursos e permitir a capitalização de créditos decorrentes do financiamento DIP (Debtor in Possession) concedido no âmbito do processo.
O anúncio, no entanto, teve recepção negativa entre investidores. Por volta das 11h21 (de Brasília), os papéis da Azul recuavam 34,12%. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 0,18%, aos 186 mil pontos.
*Com informações de Cecília Mayrink e Beth Moreira, da Broadcast