A mediana para o IPCA de 2026 caiu de 3,95% para 3,91%. A taxa está 0,59 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 4,00%. Considerando apenas as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida diminuiu de 3,92% para 3,88%.
Já em relação ao trimestre de fevereiro a abril deste ano, o IPCA deve acumular alta de 1,17%. A projeção para fevereiro caiu de 0,50% para 0,45%, e para março de 0,34% para 0,33%. Para abril, oscilou de 0,40% para 0,39%. Um mês antes, eram de 0,54%, 0,34% e 0,40%, nesta ordem.
A projeção para o IPCA de 2027 seguiu em 3,80%, pela 16ª semana consecutiva. Considerando apenas as 108 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,70% para 3,80%.
No Focus desta segunda-feira, as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 seguiram em 3,50%, pela 16ª e 25ª semanas consecutivas.
Projeções do dólar
A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45, depois de 18 semanas de estabilidade.
A projeção para a moeda no fim de 2027 seguiu em R$ 5,50, pela 3ª semana seguida. Há um mês, era de R$ 5,51.
Para o fim de 2028, também seguiu em R$ 5,50, pela 2ª semana consecutiva. Há um mês, era de R$ 5,52. Para 2029, a projeção oscilou de R$ 5,51 para R$ 5,52. Há um mês, eram de R$ 5,58.
Economia deve crescer nos próximos anos
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a mediana aumentou levemente, de 1,80% para 1,82%, depois de 10 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, porém, a estimativa caiu de 1,90% para 1,82%.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 65 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 102ª e 49ª semana seguida, respectivamente.
Boletim Focus hoje: o que esperar dos juros em 2026?
A mediana do relatório Focus para a taxa básica de juros Selic no fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13%, depois de oito semanas de estabilidade. Considerando só as 92 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12,00%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 54ª semana seguida. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também permaneceu em 10,50%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%, pela 5ª semana seguida. Para 2029, a mediana continuou em 9,50%, pela 17ª leitura consecutiva.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.
*Com informações de Mariana Gualter, da Broadcast