No exterior, o foco recai sobre os Estados Unidos, com a divulgação do relatório de empregos privados da ADP, termômetro antecedente do payroll oficial, além da confiança do consumidor medida pelo Conference Board e de indicadores do mercado imobiliário.
Discursos de dirigentes do Federal Reserve, banco central dos EUA, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também podem mexer com as expectativas para a política monetária.
As novas tarifas globais dos Estados Unidos entraram em vigor nesta terça-feira com alíquota de 10%, abaixo dos 15% mencionados pelo presidente Donald Trump, após a Suprema Corte dos EUA barrar parte do tarifaço de abril de 2025. Documentos do governo confirmam que a cobrança começou no nível mais baixo.
Além disso, Trump indicou que avalia novas sobretaxas de segurança nacional, que podem afetar setores como baterias, químicos, telecomunicações, aço e alumínio.
Bolsas globais
Nesse contexto geopolítico, os futuros de Nova York sobem, com alta simultânea dos juros dos Treasuries (títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro americano) e do dólar. Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta modesta. Às 9h15 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,20%, o S&P 500 avançava 0,27% e o Nasdaq tinha ganho de 0,36%.
As bolsas europeias, por sua vez, abriram em baixa em meio às incertezas das tarifas do governo Trump, que levaram a União Europeia (UE) a congelar o acordo comercial com os EUA. Pela manhã, a bolsa de Londres caía 0,05%, a de Paris recuava 0,34% e a de Frankfurt cedia 0,25%. As de Milão, Madri e Lisboa, por sua vez, tinham respectivas perdas de 0,41%, 0,70% e 0,15%.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, em meio à retomada dos negócios na China após o feriado do ano-novo lunar, apesar de novas ameaças tarifárias do presidente dos EUA e do fraco desempenho de Wall Street ontem.
Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,87%, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,23%, depois de ficarem cerca de uma semana sem operar devido ao feriado de ano-novo.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei subiu 0,87% em Tóquio, também na volta de um feriado, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 2,11% em Seul, renovando máxima histórica pelo quarto pregão seguido. Exceção, o Hang Seng caiu 1,82% em Hong Kong, pressionado por ações de tecnologia e da área de saúde.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável hoje, com baixa marginal de 0,04% do S&P/ASX 200 em Sydney.
Commodities e cotação do dólar
O petróleo avança e, às 8h49 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para abril subia 0,29% na Nymex, a US$ 66,50, enquanto o do Brent para maio avançava 0,25% na ICE, a US$ 71,29.
Na volta do feriado do Ano Novo Lunar chinês, o contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em queda de 1,79%, cotado a 740,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 107,17. O segundo contrato mais negociado, para setembro de 2026, terminou o pregão em queda de 1,83%, a 724,5 yuans, o equivalente a US$ 104,86 por tonelada.
O dólar opera em alta ante outras moedas de economias desenvolvidas. Às 8h38 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,1780, a libra recuava a US$ 1,3481 e o dólar subia a 155,84 ienes. Já o índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – tinha alta de 0,17%, a 97,87 pontos.
Esses e outros indicadores moldam os humores do mercado nesta terça-feira (24) e devem influenciar os resultados do Ibovespa hoje. Saiba mais sobre os desdobramentos do pregão AQUI.