A Iguatemi (IGTI11) — dona de uma rede com 17 shoppings e outlets — teve lucro líquido ajustado de R$ 158,9 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 3,2% ante igual período de 2024.
Publicidade
A Iguatemi (IGTI11) — dona de uma rede com 17 shoppings e outlets — teve lucro líquido ajustado de R$ 158,9 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 3,2% ante igual período de 2024.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
A companhia registrou um faturamento mais alto em todas as linhas de negócios — aluguéis de lojas, estacionamento, varejo e administração. Em contrapartida, sentiu maiores gastos com a operação e com juros da dívida, o que comeu uma parte da margem de lucro.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 324,5 milhões no quarto trimestre, crescimento de 3% na mesma base de comparação anual. A margem Ebitda ajustada foi a 76,8%, baixa de 7,2 pontos percentuais.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) chegou a R$ 198,2 milhões, retração de 9,6%, enquanto a margem FFO ajustada atingiu 46,9%, queda de 11,5 pontos percentuais.
A receita líquida ajustada totalizou R$ 422,6 milhões, alta de 12,6%.
O critério ‘ajustado’ exclui efeitos contábeis da linearização dos aluguéis (procedimento para reconhecer as receitas de locação sem sazonalidades).
A receita com o aluguel de espaços nos shoppings cresceu 5,1%, para R$ 223 milhões. A receita com o aluguel porcentual (cobrado como um percentual das vendas dos lojistas) foi um destaque, com alta de 24,5%, para R$ 35,2 milhões, refletindo melhora das vendas na rede.
Publicidade
A receita de estacionamentos aumentou 3,5%, chegando a R$ 67,8 milhões, com melhora do tráfego e reajustes de preços. A receita com taxa de administração dos shoppings subiu 25,5%, para R$ 24,9 milhões.
A receita com varejo (site Iguatemi 365 e lojas próprias) foi de R$ 85,8 milhões, expansão de 37,7%.
Os custos operacionais atingiram R$ 85,8 milhões, montante 27,4% maior. Por outro lado, as despesas gerais e administrativas foram de R$ 41,4 milhões, recuo de 1%.
O resultado financeiro (soma de receitas e despesas com juros) gerou uma despesa líquida de R$ 121,6 milhões, montante 15,8% maior do que um ano antes.
Publicidade
Na parte operacional, a Iguatemi reportou que as vendas dos seus shoppings totalizaram R$ 7,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, aumento de 12,8% em comparação ao mesmo período de 2024.
As vendas nas mesmas lojas tiveram um crescimento de 5,9%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas subiram 6,6% no mesmo período.
A taxa de ocupação dos shoppings atingiu 96,7%, redução de 1 ponto percentual na comparação anual. Para os lojistas, o custo de ocupação ficou em 10,4% das vendas na média, estável. A inadimplência líquida dos lojistas foi negativa em 3,5% (isso acontece quando a empresa recupera valores atrasados).
“O ano foi muito bom para a Iguatemi. Tivemos crescimento importante nas vendas dos shoppings. E a venda é a cura de todos os males”, afirmou o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Guido Oliveira. “O custo de ocupação extremamente saudável. Isso continua nos dando espaço para crescer o aluguel acima da inflação”, emendou.
Publicidade
No acumulado de 2025, a Iguatemi (IGTI11) teve lucro líquido ajustado de R$ 610,2 milhões, um aumento de 22,7% perante 2024. O Ebitda ajustado de 2025 foi de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 28,5%. Já a receita líquida ajustada bateu em R$ 1,5 bilhão, elevação de 16,6%.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador