BTG Pactual vê potencial nos resultados da B3, mas é limitado pelas ações da bolsa brasileira. (Imagem: Adobe Stock)
A B3(B3SA3) apresentou, em geral, bons resultados no quatro trimestre de 2025, avalia o BTG Pactual, mas o banco ainda vê potencial de alta limitado para as ações no mercado. O banco manteve a recomendação neutra para os papéis da companhia e segue preferindo outros pares do setor, que têm tido desempenho superior.
Os analistas Eduardo Rosman, Thiago Paura e Ricardo Buchpiguel citaram, por exemplo, que o lucro líquido recorrente, excluindo o item tributário do ágio e outros itens não recorrentes, ficou 3% acima da estimativa do BTG e em linha com o consenso do mercado.
Já em relação aos dados operacionais, o banco destaca que houve uma leve melhora na atividade de negociação de ações, apesar das taxas de juros ainda elevadas, juntamente com um forte crescimento contínuo nas áreas mais recorrentes do negócio.
“De forma geral, o quarto trimestre reforçou a composição de receitas da B3: uma base significativa de receitas previsíveis e anticíclicas, combinada com alavancagem operacional para ciclos de mercado de capitais mais fortes”, disseram em relatório.
Os analistas, porém, apontam que preferem outras opções como as ações da XP, Stone e bancos digitais. O BTG reduziu a recomendação para as ações da B3 para neutra no início deste mês, com preço-alvo de R$ 18 (alta de apenas 0,3% em relação ao fechamento de ontem), argumentando que o potencial de alta é mais limitado a partir dos níveis atuais. Desde então, as ações da companhia subiram 2% (em reais), apresentando desempenho inferior a pares como BTG (+3%) e XP (+7%).
A expectativa é de maior potencial de alta de outras companhias, considerando ainda a taxa de juros. No entanto, ressaltam que estimam a continuidade do forte fluxo de capital para o Brasil, proveniente de investidores que diversificam seus portfólios para além dos Estados Unidos, sendo que, caso essa tendência se mantenha, poderá continuar a sustentar as ações da B3.