Preços altos nos contratos futuros do petróleo fazem o BofA elevar a recomendação da Petrobras (PETR3) para compra. (Imagem: Adobe Stock)
O Bank of America (BofA) elevou a recomendação para Petrobras (PETR3) de neutra para compra e subiu o preço-alvo das ações ON de R$ 49 para R$ 65, visando potencial de alta de 21,13% em relação ao fechamento anterior. Já o preço-alvo para os American Depositary Receipts (ADRs) – recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas – subiu de US$ 18,7 para US$ 24,8, projeção de ganho de 15,34%.
O banco explica que incorporou a projeção de preços mais altos do petróleo, com Brent a US$ 93 o barril em 2026 e US$ 78 o barril em 2027, além de um novo preço de longo prazo de US$ 75 o barril.
Apesar do forte desempenho acumulado no ano, o BofA vê um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) e rendimentos de dividendos atraentes para este e para o próximo ano, mesmo com o aumento dos gastos de capital (capex) durante esse período.
Para os analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolas Barros, a recuperação dos preços do petróleo é fundamental para aliviar as preocupações com o aumento da alavancagem resultante de uma discrepância entre o fluxo de caixa livre e o rendimento dos dividendos (em um cenário de preços do petróleo a US$ 68/barril ou menos).
“Ademais, estimamos que a produção de petróleo e gás da Petrobras crescerá a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 5,2% até 2028, superando a maioria de seus concorrentes”, destacam.
Para os profissionais, a maior parte desse crescimento deverá vir de Búzios, o campo pré-sal mais produtivo da Petrobras, o que significa que os volumes incrementais deverão apresentar maior rentabilidade em comparação com os perfis de crescimento dos concorrentes. A eleição presidencial de 2026 também é considerada um potencial catalisador para as ações da estatal.
Por outro lado, os analistas do Citi permanecem céticos quanto à probabilidade de privatização, mas avaliam que as ações ainda podem se beneficiar de menores despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), um custo de capital reduzido e uma possível reavaliação.
Para o BofA, a Petrobras fez progressos significativos tanto na execução operacional quanto na governança corporativa nos últimos anos. Na sua opinião, essas melhorias reduzem a probabilidade de recorrência dos resultados destrutivos de valor associados a episódios passados de interferência política.